quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Roger Federer, O Magnífico


Para quem ainda tinha dúvidas, o último fim-de-semana confirmou: Roger Federer é bom demais para a sua geração e é, provavelmente, o melhor tenista de todos os tempos. Venceu mais uma Masters Cup, derrotando quatro jogadores do top ten e, aos 26 anos, o seu currículo desportivo já está muito próximo do de Pete Sampras e muito possivelmente o superará a muito curto prazo.

O seu jogo é impressionante, não tem pontos fracos, os adversários não necessitam de perder muito tempo a montar uma estratégia para o defrontar, pois esta não existe. O próprio Rafael Nadal confirmou este facto ao dizer a David Ferrer (finalista no último domingo perante Federer) que não havia nada que ele pudesse fazer para derrotar o número um.

A grandiosidade de Federer também se manifesta fora dos courts: quando foi derrotado por Fernando Gonzalez no primeiro jogo desta edição da Masters Cup, soube elogiar o adversário e reconhecer que foi superado, qualidade digna de um campeão. A maior parte dos jogadores, quando perde arranja logo uma desculpa, ao invés de valorizar o jogo do oponente, facto que até eu constato quando jogo no meu clube.

A não perder pelos portugueses que adoram ténis é a sua exibição no Estoril Open 2008 (14 a 20 de Abril), apesar de a tarefa de arranjar ingressos para os seus jogos não se mostrar muito facilitada…

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quem pára o MP3?

Facto nº 1: Os cds originais de música, na altura do seu lançamento no mercado, ultrapassam os 15 euros.

Facto nº 2: A geração mp3 não compra cds originais, pois facilmente efectuam o seu download da net.

Consequência: a indústria discográfica está a morrer (os Radiohead confirmam).

Quem são os principais responsáveis: as editoras ou os consumidores? Eu alinho na primeira opção. E qual é a resposta da indústria fonográfica?

A indústria fonográfica avisa que os MP3 transmitem doenças: a batalha contra a pirataria musical conhece novos desenvolvimentos com a revelação alarmante de que os ficheiros MP3 são portadores de inúmeras doenças facilmente transmissíveis a quem com eles contactar. Esta revelação vem no seguimento da notícia amplamente divulgada que alertava todos os que recorrem ao download ilegal de música para a possibilidade de serem investigados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica e receberem em casa uma carta solicitando o pagamento de multas até 5000 euros, notícia essa que ensinou aos portugueses que:
- a indústria fonográfica é uma instituição policial reconhecida em Portugal e autorizada a conduzir investigações e passar multas;
- o download de mp3 é punido com o dobro da multa máxima por conduzir alcoolizado.
Segundo Edward Teach, representante em Portugal dos cruzados internacionais contra a pirataria, "os MP3 podem transmitir doenças como a SIDA, a gripe das aves, a lepra, a peste bubónica ou o ébola bem como maleitas menores como a impotência, a calvície, a frigidez, a celulite e a tendência obsessiva para ouvir música dos Delfins e do André Sardet". Enfim, ...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cinematic Orchestra (Ft. Patrick Watson) - To Build A Home

There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die

I'm in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the colour of green
Ground had arose in past its knees

By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
Held on as tightly as you held on me
Held on as tightly as you held on me

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

Control

Estou ansioso pela chegada do dia 15 de Novembro. É nesse dia a estreia do filme Control, um bio-pic sobre o mítico vocalista dos Joy Division, Ian Curtis e a sua vida angustiada, que atingiu o ponto culminante com o suicídio por enforcamento. Aliciantes do filme: pelas fotos que já vi, o actor principal Sam Riley é extremamente parecido com Ian Curtis; a crítica internacional não se fartou de o aplaudir (o que pode até nem ser bom indicador) e existem novas versões de alguns temas que prometem (por exemplo, de David Bowie, Iggy Pop e The Killers).

Os Joy Division foram “apenas” a banda que me fizeram despertar para o mundo da música. Foi no início dos anos 80, que os álbuns Closer e Unknown Pleasures, foram quase os únicos a rodar no gira-discos e no gravador de cassetes. Anteriormente, e por influência do meu irmão ouvia essencialmente rock sinfónico dos anos 70.

Mesmo actualmente quando ouço temas como Atmosphere, She’s Lost Control e Love Will Tear Us Apart (a melhor canção alguma vez feita) apesar de traduzirem um abatimento profundo de tristeza, nunca me deixam indiferente. Para combater a nostalgia, uma alternativa é ouvir os nova-iorquinos Interpol, principalmente o seu primeiro disco de 2002, Turn On The Bright Lights. Para mim são os “novos” Joy Division, tal é a semelhança no som e imagem. Apenas parecem diferenciar-se na saúde e estabilidade mental do vocalista.

Este estado de impaciência é semelhante aquando da estreia do filme-documentário 24 Hours Party People, de Michael Winterbottom, no ano 2000, que recorda os Joy Division mas também aborda toda a cena de Manchester (New Order, Happy Mondays) e a ascensão e queda da Factory Records de Tony Wilson (que nos deixou no passado dia 10 de Agosto), dos anos 80 até meados de 90, com momentos visuais únicos. A banda sonora é imperdível.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Aprazimento


Hoje, e ao fim de diversas tentativas, finalmente coloquei em ordem a minha colecção de discos. É uma tarefa minuciosa e demorada, mas bastante aprazível. Retirar todos os cds do armário, verificar e ordenar alfabeticamente e colocá-los novamente no seu lugar. Desta vez decidi empreender outra tarefa: elaborar uma lista com os meus trinta discos preferidos, aqueles que mais me influenciaram, desde a adolescência até à actualidade. O resultado está aqui ao lado.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Oh não! Mais um Luis Filipe…

Desde o passado fim-de-semana que vamos ter que conviver diariamente com mais um Luis Filipe. Desta vez Menezes. Já tínhamos o Vieira e o Scolari. Qual ganhará o título de maior néscio ?

O Vieira, o homem da “equipa-maravilha”, está integrado numa instituição cujos líderes mais recentes (um advogado e um empresário) servirão para utilizar em case-studies de muitos mestrados e doutoramentos em liderança. Recordo-me de algumas das suas frases mais conhecidas: “Vamos arrasar em Portugal e pela Europa fora”; “O objectivo é termos 500 mil sócios daqui a três anos” ou “Muito em breve seremos demolidores”. O resultado está bem à vista. Por mim, espero que continue a reinar por muito mais tempo…

Quanto ao Scolari, já devia estar a insultar jornalistas e qualquer pessoa que o conteste noutro país. E não é só pela “agressão” ao jogador sérvio, pelas suas ridículas explicações ou por deslustrar o nosso país. A principal razão é a qualidade do futebol que a nossa selecção praticou nos dois últimos jogos em casa: débil, despretensioso e sem garra. Será que não há ninguém em Portugal capaz de expurgar a imundície dos responsáveis pelo nosso futebol?

Resta o Menezes. E só recordo as palavras do Soares que resumem tudo: “Foi uma desgraça”. Quem não deve parar de motejar é o Engenheiro, para quem o tumulto vivido dentro dos laranjinhas veio na hora certa e a vitória nas próximas legislativas é certa. Pessoalmente nunca acreditei na ressurreição de defuntos como o Santana, Sarmento ou o Arnaut, nem num contra-ataque sulista, elitista e liberal. Confesso que também não dava muito crédito ao outro candidato à liderança do PSD. Onde andam os outros eternos candidatos a líderes do partido? Esperam por uma hecatombe em 2009? Acho que é um pouco tarde demais e não se devia perder tempo com líderes a prazo, especialmente tendo em conta a celeridade de danos insupríveis causados à nossa sociedade pelo actual governo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O meu último repouso


No passado mês de Agosto voltei a visitar um país que adoro: o Brasil. A combinação do clima, língua e ambiente natural bem como a boa disposição dos habitantes, transformam estas viagens em experiências assaz encantadoras. O pior é passar oito horas seguidas dentro de um avião, ao lado de um casal com um recém-nascido aos berros durante toda a viagem! É difícil imaginar semelhante suplício…

A primeira semana passada no Recife, mostrou uma cidade bastante populosa, com um centro histórico muito concorrido, com particular destaque para a zona de Olinda. No entanto, os indicadores das grandes cidades brasileiras estão bem visíveis: a penúria da população, um quase permanente odor ascoroso e a pouca segurança para quem calcorreia a cidade.

Por sua vez, na segunda semana, estive num cenário bastante distinto, Porto de Galinhas. Apesar de distar pouco mais de 70 km da cidade do Recife, parece tratar-se de outro país. Mais elitista e quase dedicado ao turismo, onde o próprio nível de vida é mais elevado, é um local muito mais calmo, com as praias mais bonitas que alguma vez vi e que permite excelentes passeios de buggy. A paisagem natural é extraordinária.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Exórdio

O Coiote vai começar a fazer-se ouvir. Dissertará sobre banalidades do dia a dia. Por vezes fará breves incursões por temas sérios como literatura, música e cinema. Como profissionalmente se dedica ao ensino, este tema não será menosprezado e o seu nickname destaca o seu actual estado de espírito. O desporto não será olvidado, pois este coiote é um contumaz praticante de ténis.

Há quem diga que os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e Central, mas este habita em Braga, Portugal. Há quem diga que vivem sós e que por diversas vezes se organizam em matilhas...