quarta-feira, 30 de abril de 2008

Memórias do Estoril Open 2008


Uma semana de ténis ao vivo. Muita chuva. Federer demolidor. Fast-Food. Brindes. João Sousa, a surpresa. A elegância de Maria Kirilenko. Celebridades. Davydenko, desilusão na final. Federer demolidor.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

sábado, 1 de março de 2008

Leituras de Março


Já escolhi aquilo que pretendo ler este mês:

- Ivan TurguenievPais e Filhos
- V. S. NaipaulNum País Livre
- Jeffrey EugenidesMiddlesex
- Lars Saabye Christensen - Beatles

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Duas jovens mesmo boas...

Duas jovens atraentes, mesmo atraentes, mesmo muito atraentes, resolveram brincar com um velhinho com mais de 80 anos. Aproximaram-se e disseram:
- Ó velhinho, diz-nos uma coisa. O que é que fazias com duas gajas tão boas como nós?
- Com as duas, não fazia nada. Mas com mais quatro ou cinco, abria uma casa de p...!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

The Raveonettes (Theatro Circo)



Aviso inicial: apesar de Sune Rose Wagner estar afónico, o concerto não vai ser cancelado.
Esta limitação levou a que só se ouvissem os temas interpretados pela “Blondie” Sharin Foo, suficientes para levar uma multidão frenética para a frente do palco. Ao fim de uma hora de espectáculo, e de um encore de três minutos, apetece dizer que soube a pouco…

Dois reparos à organização do Theatro Circo:
1) como é possível no momento da compra dos bilhetes ser informado que os lugares são marcados e no dia do espectáculo ser informado de que as pessoas podiam escolher o lugar que entendessem?
2) será correcto permitir a algumas pessoas ir para a frente do palco dançar, quando a maioria continua sentada e, consequentemente, sem poder continuar a visualizar o que se passa no palco?
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Onde vai parar esta Educação?

Tarefa do dia: corrigir testes. É a forma mais fácil de constatar que proliferam alunos mal educados no facilitismo, na falta de rigor, sem qualquer espírito de sacrifício e que alguma vez obtenham bons resultados no mundo real de uma economia globalizada.

Lista de erros detectados: exeço; resseber; anus anteriores; curajem; cumércio; nessecita; jestão de empresas; intistuições bancárias; kasa; impresa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Au Revoir Simone (Theatro Circo)


A “pop inteligente” das nova-iorquinas Au Revoir Simone, formada quase exclusivamente com um único instrumento, fez-se ouvir ontem à noite no Theatro Circo. A actuação destacou essencialmente o segundo álbum da banda “The Bird of Music” lançado no presente ano. Ao longo do espectáculo, as três meninas mostraram boa disposição e glamour q.b. especialmente a mais extrovertida, Annie, que até chegou a tentar dizer em português e a partir de uma cábula, “Obrigado por terem vindo esta noite”. No final, na zona do merchandising, todas se mostraram muito simpáticas e receptivas a comunicar directamente com os seus fãs, que aproveitaram para obter autógrafos e fotografias.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sopranos - Episódio 9 - From Where To Eternity

Anedota contada pelo Tony ao amigo Pussy, no episódio 9 da série 2:

Um homem rico e um homem pobre fazem anos de casados no mesmo dia. Cruzam-se sempre em Madison Avenue a comprar uma prenda para a mulher. O pobre pergunta:
“O que compraste para a tua mulher?”.
O rico diz, “Comprei um anel de diamantes e um Mercedes novo”.
O pobre diz: “Por que compraste duas coisas?”. O rico responde: “Se ela não gostar do anel de diamantes, pode devolvê-lo no Mercedes e continua contente”.
O rico diz ao pobre: “Que compraste à tua mulher?”. Ele responde, “Comprei-lhe um par de chinelos e um vibrador”.
O rico questiona, “Por que compraste duas coisas?”.
O pobre responde, “Se não gostar dos chinelos, que se foda”.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Josh Rouse (Theatro Circo)


Domesticated Lovers Never Know They’ll Will Find… Assim começou o espectáculo de ontem à noite. Ao longo de apenas 70 minutos debitou 16 temas, que considerou “our best songs”, divididos pelos seus últimos quatro álbuns, ignorando assim “Dressed Up Like Nebraska”, “Home” e “Under Cold Blue Stars”.

Para mim, Rouse limitou-se à incumbência que o trouxe cá, esteve indiferente e pouco comunicativo com o público e parecia que estava cheio de pressa. No entanto, na parte final do concerto, conseguiu empolgar a assistência quando ao interpretar uma versão longa de Love Vibration chamou o público para a frente do palco, iniciativa a que este prontamente aderiu, e levantou toda a gente das cadeiras. O único encore veio logo de seguida com It’s The Nighttime e Why Won’t You Tell Me What.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Míseros profs...

A actividade docente é cada vez mais uma actividade de risco e pouco atractiva, transformada num pesadelo: aturar alunos malcriados; mudança constante de escola; divisão, pouco clara, da classe em professores titulares e não titulares, minando o seu status profissional; contratos de trabalho fragilizados; aulas de “substituição” que não o são realmente; avaliação do desempenho surrealista; quase obrigatoriedade de passar os alunos, em prol das estatísticas; impossibilidade de inovar porque o Estado pretende regulamentar tudo o que se passa na sala de aula; desconfiança constante por parte dos elementos do Ministério da Educação; etc.

Na minha área disciplinar, Contabilidade e Administração, cometeu-se a proeza de a associar à área de Economia, o que possibilitou a professores desta área, muitos dos quais com formação em Direito, a leccionação de Contabilidade! O mesmo ocorreu noutras áreas e tudo devido à sovinice dos responsáveis pela educação em Portugal.

Além disso, a actividade docente deixou de ter como principal finalidade ensinar, que foi o que me levou ao ensino. Hoje um professor tem, sobretudo, de fazer relatórios, de elaborar e estudar projectos e desempenhar “cargos”. Enfim, quase tudo menos dar aulas…

sábado, 24 de novembro de 2007

Slimmy (Fnac Bragaparque)


A primeira semana após a abertura da FNAC Bragaparque já me permitiu assistir ao vivo às actuações de A Jugsaw, Blind Zero e na última quarta-feira (22h) Slimmy.

Slimmy fez uma apresentação do seu álbum de estreia (dos 11 temas tocou 9) e ainda interpretou mais 3 temas: Sex & Love, Missile e Game Over. A sala da FNAC tornou-se demasiado pequena para a multidão que delirou com um espectáculo que, apesar de curto, mostrou um Slimmy em forma e a justificar o êxito que tem tido além-fronteiras. Apesar da sonoridade não ser inovadora, as suas canções facilmente ficam no ouvido e as suas referências marcadamente sexuais entusiasmam o público feminino, premiado com dois encores, o último dos quais com a repetição do single Beat Sound Loverboy.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Roger Federer, O Magnífico


Para quem ainda tinha dúvidas, o último fim-de-semana confirmou: Roger Federer é bom demais para a sua geração e é, provavelmente, o melhor tenista de todos os tempos. Venceu mais uma Masters Cup, derrotando quatro jogadores do top ten e, aos 26 anos, o seu currículo desportivo já está muito próximo do de Pete Sampras e muito possivelmente o superará a muito curto prazo.

O seu jogo é impressionante, não tem pontos fracos, os adversários não necessitam de perder muito tempo a montar uma estratégia para o defrontar, pois esta não existe. O próprio Rafael Nadal confirmou este facto ao dizer a David Ferrer (finalista no último domingo perante Federer) que não havia nada que ele pudesse fazer para derrotar o número um.

A grandiosidade de Federer também se manifesta fora dos courts: quando foi derrotado por Fernando Gonzalez no primeiro jogo desta edição da Masters Cup, soube elogiar o adversário e reconhecer que foi superado, qualidade digna de um campeão. A maior parte dos jogadores, quando perde arranja logo uma desculpa, ao invés de valorizar o jogo do oponente, facto que até eu constato quando jogo no meu clube.

A não perder pelos portugueses que adoram ténis é a sua exibição no Estoril Open 2008 (14 a 20 de Abril), apesar de a tarefa de arranjar ingressos para os seus jogos não se mostrar muito facilitada…

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quem pára o MP3?

Facto nº 1: Os cds originais de música, na altura do seu lançamento no mercado, ultrapassam os 15 euros.

Facto nº 2: A geração mp3 não compra cds originais, pois facilmente efectuam o seu download da net.

Consequência: a indústria discográfica está a morrer (os Radiohead confirmam).

Quem são os principais responsáveis: as editoras ou os consumidores? Eu alinho na primeira opção. E qual é a resposta da indústria fonográfica?

A indústria fonográfica avisa que os MP3 transmitem doenças: a batalha contra a pirataria musical conhece novos desenvolvimentos com a revelação alarmante de que os ficheiros MP3 são portadores de inúmeras doenças facilmente transmissíveis a quem com eles contactar. Esta revelação vem no seguimento da notícia amplamente divulgada que alertava todos os que recorrem ao download ilegal de música para a possibilidade de serem investigados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica e receberem em casa uma carta solicitando o pagamento de multas até 5000 euros, notícia essa que ensinou aos portugueses que:
- a indústria fonográfica é uma instituição policial reconhecida em Portugal e autorizada a conduzir investigações e passar multas;
- o download de mp3 é punido com o dobro da multa máxima por conduzir alcoolizado.
Segundo Edward Teach, representante em Portugal dos cruzados internacionais contra a pirataria, "os MP3 podem transmitir doenças como a SIDA, a gripe das aves, a lepra, a peste bubónica ou o ébola bem como maleitas menores como a impotência, a calvície, a frigidez, a celulite e a tendência obsessiva para ouvir música dos Delfins e do André Sardet". Enfim, ...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cinematic Orchestra (Ft. Patrick Watson) - To Build A Home

There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die

I'm in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the colour of green
Ground had arose in past its knees

By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
Held on as tightly as you held on me
Held on as tightly as you held on me

And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time
To live
And time
To die

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

Control

Estou ansioso pela chegada do dia 15 de Novembro. É nesse dia a estreia do filme Control, um bio-pic sobre o mítico vocalista dos Joy Division, Ian Curtis e a sua vida angustiada, que atingiu o ponto culminante com o suicídio por enforcamento. Aliciantes do filme: pelas fotos que já vi, o actor principal Sam Riley é extremamente parecido com Ian Curtis; a crítica internacional não se fartou de o aplaudir (o que pode até nem ser bom indicador) e existem novas versões de alguns temas que prometem (por exemplo, de David Bowie, Iggy Pop e The Killers).

Os Joy Division foram “apenas” a banda que me fizeram despertar para o mundo da música. Foi no início dos anos 80, que os álbuns Closer e Unknown Pleasures, foram quase os únicos a rodar no gira-discos e no gravador de cassetes. Anteriormente, e por influência do meu irmão ouvia essencialmente rock sinfónico dos anos 70.

Mesmo actualmente quando ouço temas como Atmosphere, She’s Lost Control e Love Will Tear Us Apart (a melhor canção alguma vez feita) apesar de traduzirem um abatimento profundo de tristeza, nunca me deixam indiferente. Para combater a nostalgia, uma alternativa é ouvir os nova-iorquinos Interpol, principalmente o seu primeiro disco de 2002, Turn On The Bright Lights. Para mim são os “novos” Joy Division, tal é a semelhança no som e imagem. Apenas parecem diferenciar-se na saúde e estabilidade mental do vocalista.

Este estado de impaciência é semelhante aquando da estreia do filme-documentário 24 Hours Party People, de Michael Winterbottom, no ano 2000, que recorda os Joy Division mas também aborda toda a cena de Manchester (New Order, Happy Mondays) e a ascensão e queda da Factory Records de Tony Wilson (que nos deixou no passado dia 10 de Agosto), dos anos 80 até meados de 90, com momentos visuais únicos. A banda sonora é imperdível.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Aprazimento


Hoje, e ao fim de diversas tentativas, finalmente coloquei em ordem a minha colecção de discos. É uma tarefa minuciosa e demorada, mas bastante aprazível. Retirar todos os cds do armário, verificar e ordenar alfabeticamente e colocá-los novamente no seu lugar. Desta vez decidi empreender outra tarefa: elaborar uma lista com os meus trinta discos preferidos, aqueles que mais me influenciaram, desde a adolescência até à actualidade. O resultado está aqui ao lado.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Oh não! Mais um Luis Filipe…

Desde o passado fim-de-semana que vamos ter que conviver diariamente com mais um Luis Filipe. Desta vez Menezes. Já tínhamos o Vieira e o Scolari. Qual ganhará o título de maior néscio ?

O Vieira, o homem da “equipa-maravilha”, está integrado numa instituição cujos líderes mais recentes (um advogado e um empresário) servirão para utilizar em case-studies de muitos mestrados e doutoramentos em liderança. Recordo-me de algumas das suas frases mais conhecidas: “Vamos arrasar em Portugal e pela Europa fora”; “O objectivo é termos 500 mil sócios daqui a três anos” ou “Muito em breve seremos demolidores”. O resultado está bem à vista. Por mim, espero que continue a reinar por muito mais tempo…

Quanto ao Scolari, já devia estar a insultar jornalistas e qualquer pessoa que o conteste noutro país. E não é só pela “agressão” ao jogador sérvio, pelas suas ridículas explicações ou por deslustrar o nosso país. A principal razão é a qualidade do futebol que a nossa selecção praticou nos dois últimos jogos em casa: débil, despretensioso e sem garra. Será que não há ninguém em Portugal capaz de expurgar a imundície dos responsáveis pelo nosso futebol?

Resta o Menezes. E só recordo as palavras do Soares que resumem tudo: “Foi uma desgraça”. Quem não deve parar de motejar é o Engenheiro, para quem o tumulto vivido dentro dos laranjinhas veio na hora certa e a vitória nas próximas legislativas é certa. Pessoalmente nunca acreditei na ressurreição de defuntos como o Santana, Sarmento ou o Arnaut, nem num contra-ataque sulista, elitista e liberal. Confesso que também não dava muito crédito ao outro candidato à liderança do PSD. Onde andam os outros eternos candidatos a líderes do partido? Esperam por uma hecatombe em 2009? Acho que é um pouco tarde demais e não se devia perder tempo com líderes a prazo, especialmente tendo em conta a celeridade de danos insupríveis causados à nossa sociedade pelo actual governo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O meu último repouso


No passado mês de Agosto voltei a visitar um país que adoro: o Brasil. A combinação do clima, língua e ambiente natural bem como a boa disposição dos habitantes, transformam estas viagens em experiências assaz encantadoras. O pior é passar oito horas seguidas dentro de um avião, ao lado de um casal com um recém-nascido aos berros durante toda a viagem! É difícil imaginar semelhante suplício…

A primeira semana passada no Recife, mostrou uma cidade bastante populosa, com um centro histórico muito concorrido, com particular destaque para a zona de Olinda. No entanto, os indicadores das grandes cidades brasileiras estão bem visíveis: a penúria da população, um quase permanente odor ascoroso e a pouca segurança para quem calcorreia a cidade.

Por sua vez, na segunda semana, estive num cenário bastante distinto, Porto de Galinhas. Apesar de distar pouco mais de 70 km da cidade do Recife, parece tratar-se de outro país. Mais elitista e quase dedicado ao turismo, onde o próprio nível de vida é mais elevado, é um local muito mais calmo, com as praias mais bonitas que alguma vez vi e que permite excelentes passeios de buggy. A paisagem natural é extraordinária.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Exórdio

O Coiote vai começar a fazer-se ouvir. Dissertará sobre banalidades do dia a dia. Por vezes fará breves incursões por temas sérios como literatura, música e cinema. Como profissionalmente se dedica ao ensino, este tema não será menosprezado e o seu nickname destaca o seu actual estado de espírito. O desporto não será olvidado, pois este coiote é um contumaz praticante de ténis.

Há quem diga que os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e Central, mas este habita em Braga, Portugal. Há quem diga que vivem sós e que por diversas vezes se organizam em matilhas...