sexta-feira, 6 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Filmes Choradeira

Em resposta a um pedido especial cá vai uma lista com filmes que nos deixam com a sensação de que presenciamos um grande momento de cinema e uma lição de vida (e com os olhos vermelhos):

1. Curious Case Of Benjamin Button (O Estranho Caso De Benjamin Button) – um filme fenomenal sobre um homem que nasce com 80 anos de idade e envelhece ao contrário. Quando no final morre nos braços da amada...

2. The Champ (O Campeão) – história de amizade e respeito entre pai e filho (TJ)…

3. City Of Angels (Cidade Dos Anjos) – conta a história de um anjo que vagueia pela Terra a consolar aqueles que estão a um passo da morte (a cena final de bicicleta)…

4. Cinema Paraíso – para aqueles que adoram o cinema…

5. Eduard Scissorhands (Eduardo Mãos De Tesoura) – um filme bonito e sensível com uma lição a tirar para toda a Humanidade. Mais que o filme, importa a mensagem desta maravilhosa fábula.

6. Schindler’s List (A Lista De Schindler) - a história de como Oskar Schindler conseguiu salvar mais de mil judeus da morte durante a segunda guerra mundial. Quando se vê o casaco vermelho no monte (que significava que a menina tinha morrido)…

7. Million Dollar Baby (Sonhos Vencidos) – a coragem e alma de uma boxeur

8.9. Notebook (Diário De Uma Paixão) e Message In A Bottle (As Palavras Que Nunca Te Direi) – histórias de amor que resistem à guerra e ao tempo. Ambos baseados em obras de Nicholas Sparks e por isso lamechas q.b., mas…

10. The Passion Of The Christ (A Paixão De Cristo) – de difícil visualização sem o desvio constante da cara para o lado do ecrã…

11. Stoning Of Soraia M. – tal como o anterior não acredito que consigam ver os últimos 30 minutos do filme sem fechar os olhos…

12. Blind Side (Um Sonho Possível) – até onde pode chegar a bondade humana….

13. Breaking The Waves (Ondas De Paixão) – um filme de paixão, intenso, arrebatador, não aconselhável aos mais sensíveis…

14. The Green Mile (À Espera De Um Milagre) – vivemos num mundo justo? Sobre a pena de morte.

15. Hachiko: A Dog’s Story (Sempre Ao Seu Lado) – baseado em factos reais, filme fascinante sobre lealdade (neste caso de um cão pelo seu dono).

16. The Boy In Stripped Pijamas (O Rapaz Do Pijama Às Riscas) - filme com um final arrepiante…

17. House Of Sand And Fog (Uma Casa Na Bruma) – mais um filme com uma conclusão estonteante…

18. I Am Sam (A Força Do Amor) – uma deficiência mental impossibilita um homem em ser pai? O amor é maior que tudo…

19. August Rush (O Som Do Coração) – história de um rapaz que cresce num orfanato e é dono de um dom musical impressionante. Aos 11 anos, ele passa a apresentar-se nas ruas de Nova York e usa os seus talentos para encontrar os seus pais, um casal de músicos que foram separados pelo acaso quando jovens. Acaba com um concerto em Nova Iorque, no Central Park…

20. Up! (Altamente!) – este é um filme de animação mas os primeiros 15 minutos…

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Molière - O Avarento


Esta comédia de 5 atos foi escrita há quase 350 anos, mas mantém-se bastante atual. A obra deste genial dramaturgo francês vale o interesse, quer seja pela composição dos personagens, quer pelo inusitado da história, que chega a aproximar-se de uma comédia romântica. A patética avareza de Harpagon (provavelmente personagem inspiradora do tio Patinhas de Walt Disney) funciona como um ingrediente divertido nesta sátira sobre a ambição humana que nos faz recordar a ganância do ser humano nestes anos de crise financeira global que vivemos. A única coisa que interessa é ter, possuir, acumular. Numa realidade assim, as relações afetivas transfiguram-se por completo. Convém relembrar que na época em que o texto foi escrito a usura era um pecado grave para a Igreja Católica que condenava a cobrança de juros. Assim, com Molière e com a sua galeria de personagens obsessivas, agarradas à loucura de possuir e dominar, angustiamo-nos e rimo-nos das permanências e das teimosias da História.

Esta obra inicia-se com a descrição do avarento, uma pessoa rabugenta, teimosa, imprestável e acima de tudo, muito forreta e com o coração preenchido pela avareza e mesquinhez, uma vez que até é capaz de colocar o dinheiro acima da felicidade dos filhos. Definitivamente uma das últimas pessoas que um caloteiro desejaria conhecer. Este personagem, Harpagon, desconfia da lealdade de todos e vive constantemente com medo de ser roubado, pois guarda todo seu dinheiro em casa.

Harpagon tem dois filhos, Cleante e Elisa, para os quais pretende arranjar noivos com posses. No entanto, ambos vivem na miséria, consequência da avareza do pai. O seu filho Cleante está apaixonadado pela bela Mariane mas revela-se demasiado ingénuo e sonhador. Por sua vez, o amor da vida de Elisa, Valério, é contratado pelo seu pai para mordomo da sua casa e por isso, Elisa tem consciência de que o pai nunca aprovaria a sua paixão.

Um episódio assaz divertido ocorre quando os irmãos revelam a sua paixão um ao outro e tentam convencer o pai a aceitar os factos, submetendo-se a ele e assim tentando garantir o seu suporte económico. Mas os planos do pai são outros: para Cleante “arranja” uma viúva rica, para Elisa um homem bastante mais velho e Mariana fica para ele mesmo. É patético como a ganância e o autoritarismo de um se sobrepõem à vontade de todos os outros, mas na realidade todos os personagens dão algum contributo imoral para a escalada do enredo até à situação de (quase) ruptura.

Com muito humor, entre encontros e desencontros amorosos, a peça aborda temas como a lealdade, a honestidade, a solidão, a avareza e a manipulação humana. Felizmente, no final, parece que todos os personagens estão em harmonia entre si, e o avarento também aprende a sua lição. Mas a crítica ao comportamento humano perdura.

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu Vou Lá Estar!!!

O cartaz do Optimus Primavera Sound Porto 2012 vai contar com mais de 60 artistas nacionais e internacionais e decorre de 7 a 10 de Junho, no Parque da Cidade e na Casa da Música, no Porto:

Quinta-feira, dia 7 de Junho
•Atlas Sound; Bigott; Explosions In The Sky; StopEstra; Suede; The Drums; The Rapture; Yann Tiersen

Sexta-feira, dia 8 de Junho
•Beach House; Black Lips; Chairlift; Codeine; Esperit!; Linda Martini; M83; Neon Indian; Other Lives; Rafael Toral; Rufus Wainwright; Shellac; Tall Firs; Tennis; The Flaming Lips; The Walkmen; The War On Drugs; Thee Oh Sees; Ultramagnetic MC's; We Trust; Wilco; Wolves In The Throne Room; Yo La Tengo

Sábado, dia 9 de Junho
•Baxter Dury; Björk; Death Cab For Cutie; Death Grips; Demdike Stare; Dirty Three; Erol Alkan; Forest Swords; Gala Drop; I Break Horses; James Ferraro and the Bodyguard; John Talabot; Lee Ranaldo; Mujeres; Saint Etienne; Siskiyou; Sleepy Sun; Spiritualized; The Afghan Whigs; The Right Ons; The Weeknd; The xx; Veronica Falls; Washed Out; Wavves

Domingo, dia 10 de Junho
•Jeff Mangum (Neutral Milk Hotel); The Olivia Tremor Control

domingo, 25 de março de 2012

Sons da Primavera

Prática hedonista do dia: organizar uma lista com a música que mais tenho ouvido nos últimos meses, especialmente nestas curtas férias da Páscoa. Tarefa nada fácil dada a quantidade de edições com que somos inundados diariamente…

1. Kurt Vile - Baby’s Arms
2. Jessica Lea Mayfield - Our Hearts Are Wrong
3. Tom Waits - Face To The Highway
4. Lykke Li - Sadness Is A Blessing
5. Nicolas Jaar - Space Is Only Noise If You Can See
6. Feist - A Commotion
7. Ghospoet - Liiines
8. SBTRKT - Wildfire
9. Beirut - Santa Fe
10. PJ Harvey - The Glorious Land
11. James Blake - Limit To Your Love
12. Jessie Ware - Wildest Moments
13. Anna Calvi - Blackout
14. Metronomy - She Wants
15. M83 - Midnight City
16. Kasabian - Days Are Forgotten
17. Florence & The Machine - Only If For The Night
18. The Horrors - Still Life
19. The Kills - The Last Goodbye
20. The Vaccines - Post Break-Up Sex

sábado, 24 de março de 2012

Pensamento do Dia

"Se há coisa que eu sei, é encontrar-me na escuridão"

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ler, Ver e Ouvir


As minhas leituras mais recentes passaram pela literatura lusófona de Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe. Em “Jerusalém”, Gonçalo M. Tavares, debruça-se sobre as angústias do viver, do sentir, do amar e do morrer, utilizando uma escrita simples mas dura e apelativa. O título deve-se a uma referência bíblica citada pela esquizofrénica Mylia (página 170): “Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que seque a minha mão direita”.

Por sua vez, Valter Hugo Mãe em “A Máquina de Fazer Espanhóis”, aborda a última fase da vida do ser humano e a sua decadência na velhice. António Silva de 84 anos acaba de perder a sua companheira dos últimos 48 anos, Laura, e foi enviado pelos filhos para um lar onde apenas a morte o parece aguardar. Inicialmente a solidão parece um tormento insuportável e não parece existir qualquer futuro mas aos poucos vai descobrindo novamente a amizade. Curiosa a apresentação do Esteves Sem Metafísica da tabacaria de Álvaro de Campos do Fernando Pessoa. Enfim, este “tsunami” da literatura portuguesa propõe-nos sem dúvida uma crítica mordaz à sociedade em que vivemos.

No que respeita a cinema, os últimos filmes que mais me entusiasmaram foram: Melancholia, de Lars von Trier; Habemos Papam, de Nani Moretti; The Help (As Serviçais), de Tate Taylor e The Tree Of Life (A Árvore da Vida), de Terence Malick.

Sobre os sons deste outono, ainda não me cansei de ouvir os últimos álbuns de Florence & The Machine, The Vaccines, Kurt Vile e Snow Patrol. E acabei de revisitar a obra dos The Smiths, Tindersticks e Belle & Sebastian.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

As Minhas Melhores Leituras de 2011


1. Guy de Maupassant - Contos Escolhidos
2. Carlos Ruiz Zafón - A Sombra do Vento
3. Gonçalo M. Tavares - Uma Viagem À Índia
4. David Gilmour - O Clube de Cinema
5. Haruki Murakami - A Rapariga que Inventou um Sonho
6. Roberto Bolaño - 2666
7. Joyce Carol Oates - A Filha do Coveiro
8. Reinaldo Moraes - Pornopopeia
9. Yann Martel - A Vida de Pi
10. Umberto Eco - O Cemitério de Praga
11. Mons Kallentoft - Anjos Perdidos em Terra Queimada
12. Liu Xiaobo - Não Tenho Inimigos, Não Conheço o Ódio

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Entrevista de Emprego

Entrevista com o Sr. Zé Silva
O Zé vai a uma entrevista de emprego para a função pública.
No fim da entrevista dizem-lhe:
- Muito bem, está tudo óptimo. Só faltam 2 questões. Tem algum problema de saúde ?
- Sim, tenho. Sou alérgico ao café.
- Muito bem. Tem alguma limitação física ?
- Bem, há 2 anos perdi os 2 tomates.
- Ok, ok. Está contratado. Começa amanhã e entra às 11h.
- Mas porque é que eu entro às 11h e os outros entram às 8h ?
- Porque a única coisa que fazemos entre as 8h e as 11h é tomar café e coçar os tomates!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Millennium 3: The Girl Who Kicked The Hornet’s Nest


Desenlace da trilogia criada pelo malogrado Stieg Larsson, não recomendável para quem não viu os dois primeiros filmes. Este capítulo inicia-se exatamente onde o segundo filme terminou com a espetacular Lisbeth Salander à beira da morte depois de ter enfrentado o seu pai Zalachenko e o seu meio-irmão Niedermann. Suspense inteligente, intrigas e desempenhos apaixonantes, apesar da linguagem sueca, que me faz duvidar da adaptação por Hollywood prometida já para Janeiro (com Daniel Craig no papel do jornalista da revista Millennium Mikael Blomkvist). Muito Bom.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Egas Moniz e António de Oliveira Salazar



As últimas obras que li foram duas biografias, género de literatura narrativa de uma vida real que sempre me entusiasmou, tanto em livro como em filme. Os dois homenageados foram Egas Moniz e Salazar.

Sobre o primeiro, trata-se de uma das mais fascinantes personalidades médicas do século XX, nascido em 1874 e o primeiro português a receber o Prémio Nobel da Medicina (em 1949). Escrita por outro médico, utiliza inúmeras referências a outras obras e correspondência pessoal de Egas Moniz para apresentar todo o percurso deste visionário do seu tempo.

A curiosidade em conhecer mais detalhadamente a vida do político António de Oliveira Salazar, que governou Portugal durante aproximadamente 36 anos, levou-me à obra do investigador português a lecionar atualmente na Irlanda. Em complemento também assisti ao filme “Salazar, A Vida Privada” de Jorge Queiroga.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Premiere, Empire, Total Film


A revista Premiere viu o seu monopólio terminar nos passados meses de Abril e Maio com a entrada no mercado português das revistas Total Film e Empire, respectivamente. Para os cinéfilos, apaixonados pelo cinema, que o vivem, que o discutem, que o coleccionam, que o defendem e que querem mais conhecimento é uma enorme satisfação.

A ex-monopolista Premiere, com mais de dez anos de idade em Portugal, parecia demasiado acomodada com a sua posição e não se poderia considerar um excelente guia de cinema mensal, além de que não primava pela inovação. Felizmente as duas últimas edições já melhoraram significativamente…

Em relação às duas estreias no mercado, ambas oferecem linguagem simples e directa, mas ao mesmo tempo rigorosa e mais completa e exaustiva que a Premiere.

A minha preferida: Empire.

Principais problemas: ambas se baseiam demasiado nas versões originais, com meras traduções para português da maior parte dos artigos e sem qualquer adaptação à nossa realidade (e ao nosso humor…). Além disso, será que existe mercado para as três revistas? As tiragens mensais passaram de 17 000 exemplares para cerca de 60 000 exemplares!!! Esperemos que sim e por muito tempo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Deolinda (Theatro Circo, 20 de Julho)


A pop acústica com algum fado e música popular portuguesa dos Deolinda fez-se ouvir num concerto só acessível por convite, o que deixou a esplendorosa sala muito pouco composta, e onde foram apresentados os principais temas dos dois álbuns da banda em cerca de 80 minutos, num ambiente animado onde não faltou uma versão de Funfagá da Bicharada de José Barata Moura. Ana Bacalhau foi a comunicadora de serviço, sempre bem disposta e bastante segura (de qualquer forma, que saudades da Teresa Salgueiro…). No encore a inevitável Parva Que Sou.

domingo, 26 de junho de 2011

Sean Riley & The Slowriders (FNAC, Braga, 25/06)


Neste showcase de Braga, os Sean Riley & The Slowriders mostraram ao longo de meia hora alguns temas do último álbum, mas também recordaram temas mais antigos, como This Woman e Harry Rivers. Em relação ao disco acabado de sair ouvimos, de acordo com o vocalista Afonso Rodrigues, “versões adaptadas para o evento", de por exemplo, Sweet Little Mary, Silver, Everything Changes e Laying Low. Folk maduro e irreconhecível na actual cena pop/rock portuguesa, que nos transporta de imediato para o continente norte-americano.

sábado, 25 de junho de 2011

Uma nova escola pública

Atualmente as escolas públicas, apesar de terem recursos abundantes (como nunca no passado), estão incorretamente enquadradas, ou seja, estão mais centradas nos alunos e professores, mais preocupadas com pedagogia do que com os conteúdos, vocacionadas para que os alunos se sintam bem, esquecendo-se que eles devem aprender alguma coisa e negligenciando a assiduidade e a educação. Tudo a favor de um “bem maior”: a estatística, acabando com todo o tipo de chumbos e vigorando o facilitismo. Esta ideologia dominante, que pensa que as aulas são um espaço lúdico e os professores meros “entertainers”, ignora que o ensino deve ser a preparação para a vida, e que esta tem poucos espaços lúdicos. E, claro, conforta os alunos que “aprendem” que para ter sucesso na vida não é preciso trabalhar.

domingo, 12 de junho de 2011

Mais um final de ano...



"Para ser grande sê inteiro
Nada teu exagera ou exclui
Põe tudo quanto és no mínimo que fazes
Pois só assim a lua toda brilha
Em cada lago
Porque alta vive".

Ricardo Reis

Gostei de vos conhecer e de partilhar convosco alguns momentos de satisfação e alegria, pelo que ides permanecer na minha memória.
Espero que consigam alcançar o que mais desejam na vida profissional e pessoal.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


E este mês espero conseguir ler:

- Paul AusterAs Loucuras de Brooklyn
- John UpdikeCorre, Coelho
- Harold BloomCânone Ocidental
- Ian McEwanExpiação

domingo, 29 de maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Férias, sol, praia


Quando entramos de férias
Tudo parece que muda; porquê?
Porque as férias trazem alegrias.

Com as férias já podemos descansar
Para podermos testemunhar
Coisas que acontecem.

Nas férias podemos estar,
Com os amigos,
Novos e antigos.

Férias são férias e temos que as aproveitar!

Leitura: biografia de Aristides de Sousa Mendes – Um Homem Bom de Rui Afonso

Música: os novos discos de Lykke Li, The Vaccines, James Blake e PJ Harvey

sábado, 23 de abril de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Black Swan


Acabei de ver o último dos dez filmes seleccionados para a categoria de melhor filme relativa à cerimónia dos Óscares a realizar já no próximo dia 27 em Hollywood. Este ano a qualidade dos filmes seleccionados para a categoria de melhor filme é claramente superior ao ano passado. Se fosse eu a escolher venceria a película “Black Swan” e Natalie Portman e Colin Firth seriam os actores vencedores.

Black Swan é um filme poderoso e intenso, com um final surpreendente, uma realização notável e uma interpretação inspirada (e exigente) de Natalie Portman. A história baseia-se na ambição desregrada de uma bailarina que procura a perfeição ao desempenhar o papel principal do bailado de Tchaikovsky, deambulando pela ansiedade permanente, patente na forma como trata a mãe e o seu próprio corpo e na sua impetuosidade sexual (masturbação e lesbianismo).

Sobre os restantes, e por ordem de preferência:

- The Social Network – foi uma agradável surpresa este retrato do criador da rede social mais famosa do mundo, Facebook, facto a que não será alheia a realização de David Fincher;

- 127 Hours – também baseado numa história verídica, com um final estonteante que já levou a vários desmaios em algumas salas de cinema!

- True Grit – o regresso do género “morto” Western com Jeff Bridges em boa forma e os irmãos Cohen a reconstruir um original de 1969, que deu o Óscar de melhor actor ao rei do género: John Wayne.

- The King’s Speech – filme favorito mas demasiado sobrevalorizado. Parece “made for the Óscares”. Vale pela relação entre o rei “Colin Firth” e o seu terapeuta da fala “Geoffrey Rush” (que afinal não era…).

- The Kids Are All Right – aqui uma família de lésbicas é vista como se de uma família normal se tratasse (e não é assim que deve ser?). As mães são notáveis, especialmente Annette Bening e claro a lindíssima filha Mia “Alice” Wasikowska.

- Winter’s Bone – exemplo de como um filme de baixo orçamento pode competir com pesos pesados. Adorei o desempenho de Jennifer Lawrence e a notável realização de Debra Granik, mostrando o modo de vida de uma comunidade muito peculiar numa bonita zona montanhosa entre os estados do Missouri e Arkansas.

- The Fighter – filme competente mas penalizado pelo excesso de filmes sobre boxeurs (The Wrestler, Million Dollar Babby, Cinderella Man, Ali, Raging Bull ou Rocky). Curiosa a ida ao cinema para ver Belle Époque (1992) de Fernando Trueba com Penélope Cruz...

- Inception – considerado por muitos como uma obra-prima mas, apesar de já o ter visto por duas vezes, ainda não consigo gostar deste filme…

- Finalmente, em relação a “Toy Story 3”, e apesar de ser uma excelente animação, não deveria concorrer directamente com os restantes filmes. Afinal para que serve a categoria relativa à melhor Animação? Se assim fosse, poderíamos ter aqui algum dos filmes esquecidos pela Academia, como Hereafter, de Clint Eastwood ou You Will Meet A Tall Dark Stranger, de Woody Allen.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Glee


A segunda temporada da série Glee (do criador de Nip / Tuck) já começou e numa altura em que a palavra mais falada no país é “crise”, nada melhor do que uma série que garanta entretenimento de qualidade, combinando um enredo cómico-dramático, num contexto que envolve uma escola secundária e as paixões, intrigas, dramas, ambições e falhanços dos seus professores e alunos, incluindo a encenação de elaborados números musicais, desde clássicos pop a êxitos mais recentes. A diversidade de personagens cativa, dificultando a escolha dos preferidos, mas consigo destacar os professores Will Schuester e Sue Sylvester e os alunos Kurt e Rachel. Hilariante.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sessão de Terapia de Grupo

Quatro pacientes estão reunidos.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.
O primeiro diz:
- Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
O segundo apresenta-se:
- Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.
A terceira diz:
- Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.
Faz-se um silêncio. Então o quarto diz:
- Sou Manuel Joaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas acabo de descobrir que sou é lésbica...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

As Minhas Melhores Leituras de 2010


1. Hilary Mantel - Wolf Hall
2. José Luís Peixoto - Livro
3. Saul Bellow - As Aventuras de Augie March
4. Jo Nesbo - Vingança a Sangue-Frio
5. José Rodrigues dos Santos - O Anjo Branco
6. Fiódor Dostoievski - Crime e Castigo
7. Orhan Pamuk - Museu da Inocência
8. J. M. Coetzee - Verão
9. William Faulkner - O Som e a Fúria
10. Jaroslav Hasek - O Valente Soldado Chveik
11. Kiran Desai - A Herança do Vazio
12. Yasunari Kawabata - Kyoto

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cinema do Mundo



Ultimamente a minha preferência cinematográfica vai para filmes oriundos de culturas bem diferentes da norte-americana e dos seus blockbusters. A lista que apresento a seguir mostra o que de melhor se vai fazendo por esse mundo fora, proporcionando-nos viagens espantosas com histórias inesquecíveis…

1 - Mother (Bakjwi - Mãe), de Bong Joon-ho - Coreia do Sul: relata o drama de uma viúva que dedica a vida ao seu único filho, que apesar dos seus 28 anos, é totalmente dependente dela, por ter um ligeiro atraso mental. Impressionante a determinação desta mulher em provar a inocência do filho, apesar da sua condenação parecer inevitável. Argumento engenhoso, realização e interpretações notáveis.

2 - Vincere (Vencer), de Marco Bellocchio - Itália: história triste, da mulher renegada pelo ditador Benito Mussolini, e que não consta da sua biografia oficial. Inicialmente Ida Dalser acreditou e apostou tudo o que tinha nesse homem mas acabou por ser ignorada, torturada e levada para um manicómio, longe do filho. No entanto, Vincere também não deixa de ser um filme sobre o presente (olá, Berlusconi)…

3 - Millennium I - Man Som Hatar Kvinnor (Homens Que Odeiam As Mulheres), de Niels Arden Oplev - Suécia: baseia-se na trilogia Millennium do autor sueco Stieg Larsson, publicada após a sua morte em 2004 e faz lembrar Hitchcock. O enredo fascina desde o início, o suspense é constante e Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander deslumbra, fazendo esquecer o também excelente Michael Nyqvst.

4 - De Usynlige (Troubled Water - Águas Agitadas), de Erik Poppe - Noruega: devido a uma brincadeira que acaba de forma trágica com a morte de uma criança, Jan Thomas cumpre uma pena de prisão. Apesar de tudo, negou o crime até ao fim e esperava poder deixar o passado para trás ao conseguir emprego como organista numa igreja em Oslo. Lá, acaba por se envolver com a pastora Anna, e cria laços afectivos com Jens, o filho dela. Um dia, a igreja recebe a visita da professora Agnes e dos seus alunos. Observando o talentoso organista, Agnes reconhece em Jan o suposto assassino de seu filho. Uma história dramática sobre culpa, redenção e segundas oportunidades.

5 - El Secreto De Sus Ojos (The Secret In Their Eyes - O Segredo Dos Seus Olhos), de Juan José Campanella - Argentina: aborda o sistema judicial, as leis e a corrupção com bastante drama e romance. Elenco notável e realização soberba. O final é surpreendente. Assim vale a pena ver cinema.

6 - Celda 211 (Cela 211), de Daniel Monzón - Espanha: Juan, funcionário de uma prisão, apresenta-se ao serviço na nova prisão e quando ainda estava a conhecer o local sofre um acidente pouco antes do início de um motim no sector dos presos mais temidos e perigosos. Os seus colegas de trabalho só conseguem salvar as suas próprias vidas e abandonam Juan, desmaiado, à própria sorte na Cela 211. Ao despertar, Juan compreende a situação e tenta-se passar por um preso a mais entre os amotinados. A partir deste momento, Juan vai ter que jogar com astúcia, mentir e arriscar, sem saber o que o destino lhe tem reservado.

7 - Amintiri Din Epoca De Aur (Tales From The Golden Age – Histórias da Idade de Ouro), de vários realizadores romenos - Roménia: retrato da Roménia comunista de Ceausescu dos anos 80, onde a sobrevivência prevalecia em relação aos princípios, com situações surpreendentes, cómicas e por vezes bizarras, como dois jovens a burlar cidadãos, com o objectivo de obter garrafas de vidro vazias para depois as vender; um motorista de um galinheiro que rouba ovos ou um carrossel que não pára durante uma visita oficial de um alto membro do partido.

8 – Partir, de Catherine Corsini – França: é um drama sobre adultério com ênfase no poder da paixão. A mulher adúltera é a belíssima Kristin Scott Thomas, que interpreta Suzanne, uma mulher casada com um médico e com dois filhos adolescentes mas cansada com que a vida que leva e que, após conhecer Ivan, o responsável pelas obras na sua casa, debate-se com o dilema família ou amor, proporcionando um final imprevisível.

9 - The Stoning Of Soraya M., de Cyrus Nowrasteh - Irão: história assustadora para a qual é necessário estar psicologicamente preparado. Baseia-se em factos verídicos e conta a história da iraniana Soraya M. por um jornalista franco-iraniano. Os últimos trinta minutos, momento em que se efectiva o apedrejamento, são de uma violência quase insuportável. Interpretações a destacar: Shohreh Aghdashloo (vista recentemente na série 24 – 4ª Temporada) e Jim Caviezel (The Passion Of Christ). Recentemente, e também na vida real tem sido muito divulgada na comunicação social um caso semelhante ao de Soraia M. e que ainda não está concluído. Neste caso a mulher iraniana condenada chama-se Sakineh Ashtiani .

10 - La Teta Asustada (The Milk Of Sorrow – A Teta Assustada), de Cláudia Llosa – Peru: drama forte, curioso, realista e denso. Fausta tem "a Teta Assustada", uma doença que é transmitida pelo leite materno das mulheres que foram violadas ou maltratadas durante a guerra do terrorismo no Peru. A guerra acabou, mas Fausta vive para recordá-la porque "a doença do medo" lhe roubou a alma. A súbita morte da sua mãe vai obrigá-la a enfrentar os seus medos e o segredo que oculta no seu interior: ela introduziu uma batata na vagina, como escudo, como um protector, e acredita que assim ninguém se atreverá a tocá-la.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Melhores Discos do Ano 2010


Com o fim do ano não muito longe do horizonte, já é possível destacar os discos que se evidenciaram e que ainda não pararam de rodar:

1. The National – High Violet
2. Arcade Fire – The Suburbs
3. The Drums – The Drums
4. Karen Elson – The Ghost Who Walks
5. Broken Bells – Broken Bells
6. Beach House – Teen House
7. Vampire Weekend – Contra
8. Caribou – Swim
9. LCD Soundsystem – This Is Happening
10. Isobel Campbell & Mark Lanegan - Hawk
11. The Books - The Way Out
12. Stars - The Five Ghosts

E as canções mais viciantes:

1. Hurts - Better Than Love
2. The Drums - Forever And Ever Amen
3. Florence & The Machine - You’ve Got The Love
4. Marc Ronson & The Business INTL - Bang Bang Bang
5. Scissor Sisters - Fire With Fire
6. The Courteeners - You Overdid It Doll
7. 30 Seconds To Mars - Kings And Queens
8. Delphic - Counterpoint
9. We Are Scientists - Nice Guys
10. Funeral Party - NYC Moves To The Sound Of LA
11. Sub Focus (Ft Coco) - Splash
12. Hot Chip - I Feel Better

domingo, 21 de novembro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Blood Red Shoes (Festival Manta 2010)


Os Blood Red Shoes vieram a Guimarães apresentar o seu mais recente álbum Fire Like This. Durante cerca de 75 minutos, ouviu-se rock na sua forma mais pura e criativa, com destaque para Don´t Ask e Colours Fade. As incursões pelo disco de estreia Box Of Secrets animaram o pouco mas animado público presente essencialmente em I Wish I Was Someone Better e It’s Getting Boring By The Sea. No palco, a dicotomia entre os dois elementos da banda, Steve Ansell e Laura-Mary Carter, foi assaz evidente com o elemento masculino muito mais seguro, enérgico e expressivo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Editors, Ben Harper e dEUS (Festival Marés Vivas 2010)



Mais de 25 000 pessoas presenciaram o regresso dos dEUS a Portugal. Durante cerca de uma hora apresentaram temas dos dois primeiros álbuns (Worst Case Scenario e Ideal Crash), com especial destaque para Instant Street e Little Arithmetics, revisitando também os mais recentes Pocket Revolution e Vantage Point.

De seguida aquela que será a banda actual mais influenciada pelos Joy Division e que a maioria das pessoas parecia esperar, os Editors, entrou em Palco. Como seria de esperar, o destaque foi para In This Light And On This Evening. Devido a problemas técnicos, Tom Smith, visivelmente irritado com a situação, abandona o palco no início do tema Smokers Outside The Hospital Doors. Toda a banda o acompanha e durante cerca de 15 minutos o público não percebe o que se passa. Quando regressam, tocam apenas mais dois temas e o sentimento de desilusão é bem patente em muitos espectadores, apesar do recinto estar completamente cheio.

Finalmente, o senhor Ben Harper e a sua mais recente banda Relentless7 surgem e a noite volta a animar-se. Empenho e profissionalismo não faltaram, com o rock e guitarras poderosas de White Lies For Dark Times, apesar da inicial Diamonds On The Inside e as incursões por territórios alheios (ouviu-se Billie Jean de Michael Jackson, pelo meio do tema Lay There And Hate Me e mais tarde também Heartbreaker dos Led Zeppelin).

domingo, 1 de agosto de 2010

Sonic Youth (Coliseu do Porto)


Os nova-iorquinos Sonic Youth, autêntica instituição do rock, entraram em palco poucos minutos após as 22 horas e durante cerca de 90 minutos apresentaram essencialmente o seu mais recente álbum, The Eternal (tocaram onze das doze faixas do disco, incluindo a belíssima Massage The History). Apesar do recinto não estar esgotado, não foi difícil a banda conquistar o público com os habituais feedback e rock avassaladores. Energia, emoção e entrega não faltaram aos cinco elementos da banda, apesar dos quase 30 trinta anos de carreira e mais de duas dezenas de discos.

Quem preferia revisitar a carreira da banda e ceder a alguma nostalgia, terá ficado decepcionado apesar do concerto terminar com temas de álbuns da década de oitenta: The Sprawl, ‘Cross The Breeze, Candle e Death Valley 69. No final, e sob fortes aplausos, Thurston Moore junta-se à multidão em êxtase na frente do palco e recorda o momento a partir do seu telemóvel. Inesquecível, apesar de ter sabido a pouco...
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

sexta-feira, 2 de julho de 2010


Os quatro livros que me vão acompanhar este mês são:

- Andrés NeumanO Viajante do Século
- Don DeLilloCães em Fuga
- Gao XingjianA Montanha da Alma
- Augustín Sánchez VidalA Chave Mestra

quinta-feira, 1 de julho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Torneio do 32º Aniversário do Clube de Ténis de Braga



Final: C. Barros - W. Auernhammer 6-7; 6-3; 10-4

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pensamento do Dia

"Se estamos destinados a seguir o caminho dos gregos, então … comecemos por envenenar o Sócrates."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Óscares 2010


Actualmente os Óscares já não têm os mesmos segredos que tinham quando havia um canal público que exibia apenas o “compacto” da cerimónia no dia a seguir e os filmes candidatos, ainda não tinham estreado em Portugal. A globalização, trazida pela internet e pela televisão por cabo, tornaram impossível chegarmos aos Óscares sem conhecermos tudo o que diz respeito a filmes e actores / actrizes nomeados.

Premissa essencial na elaboração desta seriação dos 10 filmes nomeados: um filme preferencialmente deve abrir os olhos dos espectadores para a realidade do nosso mundo e não distrair-se com a utopia de outro planeta.

1. Inglourious Basterds
Filme sobre a 2ª Guerra mundial, que distorce a realidade mas contém diálogos magistrais e um excelente argumento. Um dos melhores filmes de Tarantino pós Pulp Fiction, com um conjunto de actores bastante heterogéneo onde indubitavelmente o destaque vai para Christoph Waltz (a cena inicial do filme é de antologia). Curiosa a incursão pelas referências cinéfilas ao longo do filme que conclui com uma cena fantástica na Premiere de um filme de propaganda nazi “O Orgulho da Nação” (olá Cinema Paraíso). Humor negro e inteligência superior. Daqui a alguns anos 2009 vai ficar recordado como o ano de Inglourious Basterds e não de outro filme qualquer…

2. Precious
História comovente, cruel e dramática de uma teenager obesa sonhadora afro-americana grávida do segundo filho e obrigada a frequentar uma escola especial e que é rejeitada pela mãe devido ao padrasto a trocar pela filha. Realismo e humanismo apenas criticados pela comunidade negra norte-americana. O desempenho de Gabourey Sidibe e Mo’nique justificam o respectivo Óscar. Curiosa e eficaz a participação de Mariah Carey e de Lenny Kravitz!!! Pena a exagerada associação do nome Oprah a este filme, tendo em conta o que realmente ela terá feito por ele.

3. An Education
Uma das surpresas do ano. Produção inglesa de baixo orçamento, com uma história simples mas com um trunfo: Carey Mulligan. Esta jovem inglesa de 24 anos tem um desempenho notável e é a única concorrente à altura de Gabourey Sidibe. A mensagem principal do filme centra-se no papel da educação, que nunca deve ser desprezada e que é fundamental para ter uma vida mais digna e agradável. Para fãs de cinema clássico…

4. Up In The Air (Nas Nuvens)
O início do filme, com diversos funcionários a reagirem ao seu despedimento é deslumbrante. Comédia dramática hilariante e inteligente, retrato da evolução tecnológica e da globalização, conta com um desempenho inesquecível do “clássico” George Clooney bem apoiado por Vera Farmiga e Anna Kendrick. Curiosa (e esperada) a cena da visita de Ryan (Clooney) à casa de Alex (Farmiga). O que fica do filme é essencialmente uma história subtil de solidão.

5. The Blind Side (Um Sonho Possível)
Tal como Precious, também se baseia na história (neste caso verídica) de um jovem obeso afro-americano com graves problemas familiars, conhecido por “Big Mike”. Ideia a reter: há boas pessoas neste mundo…, confirmada com o discurso da vencedora do Óscar de melhor actriz, Sandra Bullock: “Não há raça, religião, classe social ou orientação sexual que nos faça ser melhor do que outra pessoa.”

6. Avatar
Filme mais caro e com maiores receitas da história do cinema, usa a tecnologia mais avançada, por isso é revolucionário mas também poderoso e deslumbrante. Essencialmente é um belo entretenimento. A mensagem deste blockbuster centra-se na natureza, na paz e na tolerância dos povos de diferentes culturas. No entanto, a história é previsível e a sua visualização por vezes assemelha-se a um jogo de computador. Não admira que Hollywood não o tenha premiado. Pelo que referi inicialmente vale a pena ver, ainda por cima com a mais-valia que é o 3D.

7. The Hurt Locker (Estado de Guerra)
Filme sobrevalorizado, talvez devido à relação dos norte-americanos com o Iraque. Tenho de concordar que a realização é muito boa, tem um realismo impressionante, é excelente a criar momentos de tensão e é o melhor filme sobre a guerra do Iraque que já vi. Para a história vai ficar mais uma injustiça na atribuição de Óscares…

8. Up (Altamente!)
Filme de qualidade técnica irrepreensível, com um início comovente, que agarra o espectador até ao fim. Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos, vai, finalmente, realizar o sonho da sua vida, uma grande aventura, quando prende milhares de balões à sua casa e consegue voar à descoberta da América do Sul, tudo em homenagem à sua companheira de sempre, Ellie. É impossível não adorar. Difícil a sua comparação com os restantes filmes da lista.

9. A Serious Man (Um Homem Sério)
Apesar de ser admirador do trabalho dos irmãos Coen (por exemplo, Fargo, Blood Simple, The Man Who Wasn’t There e No Country For Old Man), este filme desiludiu-me e bastante. Porque ironiza demasiado o sentido da vida, porque retrata uma comunidade judaica, com regras muito próprias e pouco convencionais, porque a religião comanda a vida e dá demasiado conforto às personagens e porque os actores não surpreendem. Não recomendo.

10. District 9
Ficção científica em formato documentário, com um final decepcionante, a prometer sequelas. Poucas coisas que valem a pena: a nave espacial e os alíens …

De entre os filmes que vi recentemente, destaco 10 com menção bastante positiva:

Alice In Wonderland (do exuberante e excelente Tim Burton);

Dorian Gray (desconcertante, baseado na obra de Oscar Wilde);

White Ribbon - O Laço Branço (magnífico);

The Last Station (sobre Lev Tolstoi);

Un Prophet (filme francês, violento e realista);

Bright Star (o regresso de Jane Campion);

My Sister’s Keeper (retrato da vida de uma menina com leucemia);

Coco Before Chanel (biopic de Coco Chanel);

A Single Man (Colin Firth no seu melhor);

The Messenger (drama romântico).

terça-feira, 16 de março de 2010

Yo La Tengo (Casa da Música, 15-03-2010)


Concerto memorável da banda do casal Kaplan e Hubley, numa sala Suggia com excelentes condições mas não completamente cheia. O destaque foi para temas do mais recente álbum Popular Songs, como Here To Fall, If It’s True, Periodically Double Or Triple (soberbo) e Nothing To Hide, mas os Yo La Tengo possuem um repertório tão vasto e diversificado, patente em 12 álbums de originais, gravados ao longo dos últimos 26 anos, que era inevitável ouvir algumas pérolas mais esquecidas. Desta forma, houve uma variação constante, entre temas mais enérgicos, alimentados pela guitarra nervosa de Kaplan, que dificilmente seguravam a assistência nas cadeiras e o recurso ao som mais acústico e à voz doce de Hubley. Momento zen da noite: último tema antes dos dois encores – Little Honda – com uma duração aproximada de 15 minutos, incluindo 8 minutos de pura distorção que levou à loucura alguns dos espectadores.
(Foto: iPhone - a 15 m do palco)

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Professora Universitária

Uma professora universitária acabava de dar as últimas orientações aos alunos acerca do exame que ocorreria no dia seguinte. Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de nenhum aluno, com excepção de um grave ferimento, doença ou a morte de algum parente próximo.

Um engraçadinho chamado Artur que estava sentado no fundo da sala, perguntou com aquele velho ar de cinismo: "- De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por actividade sexual?"

A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:

"- Isso não é um motivo justificado." - e continuou serenamente - "Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... ou se não se puder sentar, pode responder de pé. "

segunda-feira, 8 de março de 2010

Live Fast, Die Young

Na passado sábado, Mark Linkous, dos Sparklehorse, de 40 anos, cometeu suicídio e assim passou a fazer parte da lista de personalidades que tiveram mortes trágicas no mundo do rock, por suícidio ou overdose, que inclui, por exemplo, Kurt Cobain, Ian Curtis, Elliott Smith, Jim Morrison, Janis Joplin, Nick Drake, Michael Hutchence e Sid Vicious.

Para recordar os Sparklehorse, fica uma amostra do seu melhor álbum, It’s A Wonderful Life (2001), Comfort Me.

domingo, 7 de março de 2010

Bragança - Centro de Arte Contemporânea Graça Morais


O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais aka Cubo Branco foi inaugurado em 30 de Junho de 2008 e é um projecto do arquitecto Souto Moura. Este espaço cultural moderno é o primeiro do género no Nordeste Transmontano e a sua principal dinamizadora é a pintora da região Graça Morais. Vale a pena visitar…

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010