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terça-feira, 3 de março de 2026

Leituras do Mês

 



- Hugo Van Der DingUma Família Surreal
- Neil OliverOs 100 Grandes Momentos da História
- Aquilino RibeiroA Casa Grande de Romarigães
- Ernest Hemingway Contos de Nick Adams

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

5 Dias 5 Livros

 



- Jack LondonA Peste Escarlate
- Frank Kafka Contos
- Italo SvevoUm Embuste Perfeito
- Ernest HemingwayO Velho e o Mar
- John SteinbeckA Pérola

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

As Minhas Melhores Leituras de 2025




1. Rafael Gallo – Dor Fantasma
2. Paul Lynch – Canção do Profeta
3. Javier Marías – Será O Cozinheiro Boa Pessoa?
4. Ian McEwan – Lições
5. Virginie Despentes – Caro Idiota
6. Andrei Kurkov – Abelhas Cinzentas
7. Han Kang – Atos Humanos
8. Claire Dederer – Monstros – O Dilema de Uma Fã
9. Paul Murray – A Picada da Abelha
10. Italo Svevo – A Consciência de Zeno
11. Patti Smith – Apenas Miúdos
12. Anne Applebaum – Autocracia, Inc.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Leituras do Mês





Paul Lynch – Canção do Profeta
Inês Pedrosa – O Processo Violeta
Harlan Coben – Win
Eugène Ionesco – O Solitário

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Leituras do Mês





- Andrei Kurkov Abelhas Cinzentas
- Italo SvevoA Consciência de Zeno
- Javier MáriasSerá O Cozinheiro Boa Pessoa?
- J. M. G. Le ClézioA Música Da Fome

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Leituras do Mês





Virginie Despentes - Caro Idiota
Claire Keegan – Pequenas Coisas Como Estas
Rafael Gallo - Dor Fantasma
Harlan Coben – Sinto A Tua Falta

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Leituras do Mês





Patti Smith – Apenas Miúdos
Anne Applebaum – Autocracia, Inc.
Han Kang – Atos Humanos
- Irene Vallejo – Alguém Falou Sobre Nós

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Leituras do Mês





Joseph Roth – A Lenda do Santo Bebedor
Gabriel García Márquez – Ninguém Escreve ao Coronel
Harlan Coben – Só Me Enganas Uma Vez
Sandro Veronesi – O Colibri

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

5 Dias 5 Livros





Italo Svevo – Um Embuste Perfeito
Mário Zambujal – Crónica dos Bons Malandros
Honoré de Balzac – O Coronel Chabert
Albert Camus – O Estrangeiro
Danielle Steel – A Avó Dan

sábado, 28 de dezembro de 2024

As Minhas Melhores Leituras de 2024



1. Pierre Singaravélou & S. Venayre – A Mercearia do Mundo
2. Fernanda Melchior – Temporada de Furacões
3. Jaroslav Hašek – O Bom Soldado Švejk
4. Han Kang – Lições de Grego
5. Paul Auster – Baumgartner
6. Marjane Satrapi – Persépolis
7. Camilo José Cela – Rol de Cornudos
8. Itamar Vieira Junior – Torto Arado
9. Virginie Despentes – Vernon Subutex 3
10. José Eduardo Agualusa – Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku
11. Jo Nesbø – Lua de Sangue
12. John Banville – Os Infinitos


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Leituras do Mês




- Maria Filomena MónicaOs Livros da Minha Vida
- Jaroslav Hašek O Bom Soldado Švejk
- Charles BukowskiHistórias de Loucura Normal
- Sándor Márai A Herança de Eszter

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Leituras do Mês



- Marina Lewycka Uma Breve História dos Tratores em Ucraniano
- Louise Candlish O Passageiro Misterioso
- Pierre Singaravelou e Sylvain VenayreA Mercearia do Mundo
- Fernanda MelchiorTemporada de Furacões

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Leituras do Mês





- John Banville – Os Infinitos
Peter Swanson – Aqueles Que Merecem Morrer
Li Cunxin – O Último Bailarino De Mao
Kate Elizabeth Russell – Minha Sombria Vanessa

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Leituras do Mês




- Olivier RolinBaku - Últimos Dias
- Fabio VoloO Dia Que Faltava
- Clara SánchezOs Monstros Também Amam
- Robert GravesEu, Cláudio

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

As Minhas Melhores Leituras de 2023




1. Douglas Stuart – Shuggie Bain
2. Arturo Pérez-Reverte – O Italiano
3. Eduardo Mendoza – A Cidade Dos Prodígios
4. Paul Auster – 4 3 2 1
5. Geoff Dyer – Os Últimos Dias de Roger Federer e Outros Finais
6. Shusaku Endo – Silêncio
7. Virginie Despentes – Vernon Subutex
8. Jorge Carrión – Livrarias
9. Herberto Helder – Os Passos Em Volta
10. David Galgut – A Promessa
11. Flannery O’Connor – Um Bom Homem É Difícil de Encontrar
12. Abdulrazak Gurnah – O Desertor


sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Manifestus


Os recentes casos de ataques, pressões e ameaças contra livros e autores, deixam-me profundamente irritado!

A brigada de higienização já chegou aos livros. Há que esconder as obras que podem ferir suscetibilidades.

É preciso linguagem inclusiva. Aprontem os fósforos, não vá ser preciso umas fogueiras. Chamem Guy Montag, o protagonista de Fahrenheit 451. Comecem pelos livros de História que estão cheios de coisas obscenas. O que vale é que já temos “literatura” escrita por inteligência artificial. A estupidez é que é sempre pura. E infinita.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Leituras do Mês





Tomás Eloy Martínez – O Cantor De Tango
Céline – Morte A Crédito
- Juan Marsé – Essa Puta Tão Distinta
Flannery O’Connor – Um Bom Homem É Difícil de Encontrar

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Geoff Dyer - Os Últimos Dias de Roger Federer e Outros Finais




"Os Últimos Dias de Roger e Outros Finais" é um livro sobre o vasto catálogo dos tópicos preferidos de Dyer, que vão do rock à história militar, passando pelo ténis, jazz, drogas, cinema, pintura ou fotografia. Aqui, Geoff Dyer explora os últimos dias, as últimas obras ou as obras tardias de escritores, pintores, músicos, cineastas e estrelas do desporto que marcaram a nossa memória. Com charme, ironia e inteligência, revê o colapso de Friedrich Nietzsche em Turim, as reinvenções de antigas canções de Bob Dylan, a pintura de Turner com a sua abstração harmoniosa, a ressurreição tardia de Jean Rhys, as derradeiras melodias de John Coltrane, mas também os últimos quartetos de Beethoven, os poemas finais de Larkin, as últimas canções dos The Doors ou o último sopro criativo de Walter Scott, Joyce, Updike ou David Foster Wallace.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Leituras do Mês

 



- Ivo Andric A Crónica De Travnik
- John SteinbeckO Inverno Do Nosso Descontentamento
- Toni MorrisonA Dádiva
- Rubem FonsecaA Grande Arte

sábado, 20 de maio de 2023

Eduardo Mendoza – A Cidade Dos Prodígios


O enredo desta obra acompanha a cidade de Barcelona entre as duas Exposições Universais aí realizadas: de 1888 e 1929. O protagonista desta estória, Onofre Bouvila, é uma espécie de anti-herói que sobrevive e depois enriquece numa espécie de vida em “contramão”: a sua sorte é o azar dos outros. Toda a cidade de Barcelona acaba por ser vista também nessa perspetiva: uma cidade que enriqueceu com base na desgraça alheia, no sucesso de uma casta de patifes como Onofre Bouvila. A própria Grande Guerra ou a ditadura de Primo de Rivera são vistas em Barcelona como oportunidades de enriquecimento.

Ao longo do livro vamos assistindo também à afirmação do socialismo e do anarquismo como teorias da moda. Os malandrins de Barcelona, mais do que os operários e oprimidos, são o meio em que essas ideias ganham assento. Ao longo do livro vamos sorrindo com um sentido de humor alucinante: do sorriso discreto à gargalhada desabrida vão dois passos, num estilo original e muito fluido. Aliás, é incrível a capacidade de Mendoza para fazer “parêntesis” de duas ou três páginas sem que o leitor perca o fio à meada.

A análise do contexto histórico é excelente: dá-se conta da origem da moderna Barcelona a partir da exposição universal de 1888, num olhar irónico sobre o sucesso de toda a sorte de malandros e rufiões; eles podem ser o coração de uma cidade, mais do que os políticos.

O início do século XX é sempre uma época de eleição para qualquer escritor tais são as novidades; uma das mais espetaculares é o cinema, que Onofre ajudou a levar até Barcelona. Em 1923 dá-se o golpe fascista de Primo de Rivera; a ameaça do extremismo catalão foi uma das causas da instauração da ditadura; é a cidade condal no centro da contestação.

Esta faceta rebelde da Catalunha é o âmago da obra: “Nós, os pobres, só temos uma alternativa, dizia de si para si, a honestidade e a humilhação ou a maldade e o remorso. Isto era o que pensava o homem mais rico de Espanha” (página 292).

A Barcelona moderna surge com o genial Gaudi. No entanto, mesmo neste domínio, Mendoza não deixa de pintar a realidade com tons surreais, apresentando-nos o famoso arquiteto num estado de decadência e decrepitude.

Mas é a aviação que vem fornecer a vertigem dos novos tempos…

A exposição universal de 1929 era a oportunidade de afirmação de Primo de Rivera. Mas foi, pelo contrário, um sinal de falência do sistema capitalista, quatro meses depois do crash da bolsa de Nova Iorque.

A questão fundamental é esta: Vale a pena lutar pela glória? Vale a pena pagar preços tão altos? A questão é posta por Onofre mas podia ter sido posta pela cidade… implícita nesta estória está uma crítica mordaz ao individualismo burguês.

Ao individualismo, Mendoza contrapõe a cidade; um povo que lutou sempre contra a hegemonia da capital e fez da Catalunha um estado autónomo; não se trata da afirmação da cidade em termos económicos nem urbanísticos, mas da cidade como comunidade, com a sua identidade rebelde mas inquebrantável.