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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Leituras do Mês





Virginie Despentes - Caro Idiota
Claire Keegan – Pequenas Coisas Como Estas
Rafael Gallo - Dor Fantasma
Harlan Coben – Sinto A Tua Falta

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Leituras do Mês





Patti Smith – Apenas Miúdos
Anne Applebaum – Autocracia, Inc.
Han Kang – Atos Humanos
- Irene Vallejo – Alguém Falou Sobre Nós

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Leituras do Mês





Joseph Roth – A Lenda do Santo Bebedor
Gabriel García Márquez – Ninguém Escreve ao Coronel
Harlan Coben – Só Me Enganas Uma Vez
Sandro Veronesi – O Colibri

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

5 Dias 5 Livros





Italo Svevo – Um Embuste Perfeito
Mário Zambujal – Crónica dos Bons Malandros
Honoré de Balzac – O Coronel Chabert
Albert Camus – O Estrangeiro
Danielle Steel – A Avó Dan

sábado, 28 de dezembro de 2024

As Minhas Melhores Leituras de 2024



1. Pierre Singaravélou & S. Venayre – A Mercearia do Mundo
2. Fernanda Melchior – Temporada de Furacões
3. Jaroslav Hašek – O Bom Soldado Švejk
4. Han Kang – Lições de Grego
5. Paul Auster – Baumgartner
6. Marjane Satrapi – Persépolis
7. Camilo José Cela – Rol de Cornudos
8. Itamar Vieira Junior – Torto Arado
9. Virginie Despentes – Vernon Subutex 3
10. José Eduardo Agualusa – Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku
11. Jo Nesbø – Lua de Sangue
12. John Banville – Os Infinitos


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Leituras do Mês




- Maria Filomena MónicaOs Livros da Minha Vida
- Jaroslav Hašek O Bom Soldado Švejk
- Charles BukowskiHistórias de Loucura Normal
- Sándor Márai A Herança de Eszter

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Leituras do Mês



- Marina Lewycka Uma Breve História dos Tratores em Ucraniano
- Louise Candlish O Passageiro Misterioso
- Pierre Singaravelou e Sylvain VenayreA Mercearia do Mundo
- Fernanda MelchiorTemporada de Furacões

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Leituras do Mês





- John Banville – Os Infinitos
Peter Swanson – Aqueles Que Merecem Morrer
Li Cunxin – O Último Bailarino De Mao
Kate Elizabeth Russell – Minha Sombria Vanessa

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Leituras do Mês




- Olivier RolinBaku - Últimos Dias
- Fabio VoloO Dia Que Faltava
- Clara SánchezOs Monstros Também Amam
- Robert GravesEu, Cláudio

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

As Minhas Melhores Leituras de 2023




1. Douglas Stuart – Shuggie Bain
2. Arturo Pérez-Reverte – O Italiano
3. Eduardo Mendoza – A Cidade Dos Prodígios
4. Paul Auster – 4 3 2 1
5. Geoff Dyer – Os Últimos Dias de Roger Federer e Outros Finais
6. Shusaku Endo – Silêncio
7. Virginie Despentes – Vernon Subutex
8. Jorge Carrión – Livrarias
9. Herberto Helder – Os Passos Em Volta
10. David Galgut – A Promessa
11. Flannery O’Connor – Um Bom Homem É Difícil de Encontrar
12. Abdulrazak Gurnah – O Desertor


sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Manifestus


Os recentes casos de ataques, pressões e ameaças contra livros e autores, deixam-me profundamente irritado!

A brigada de higienização já chegou aos livros. Há que esconder as obras que podem ferir suscetibilidades.

É preciso linguagem inclusiva. Aprontem os fósforos, não vá ser preciso umas fogueiras. Chamem Guy Montag, o protagonista de Fahrenheit 451. Comecem pelos livros de História que estão cheios de coisas obscenas. O que vale é que já temos “literatura” escrita por inteligência artificial. A estupidez é que é sempre pura. E infinita.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Leituras do Mês





Tomás Eloy Martínez – O Cantor De Tango
Céline – Morte A Crédito
- Juan Marsé – Essa Puta Tão Distinta
Flannery O’Connor – Um Bom Homem É Difícil de Encontrar

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Geoff Dyer - Os Últimos Dias de Roger Federer e Outros Finais




"Os Últimos Dias de Roger e Outros Finais" é um livro sobre o vasto catálogo dos tópicos preferidos de Dyer, que vão do rock à história militar, passando pelo ténis, jazz, drogas, cinema, pintura ou fotografia. Aqui, Geoff Dyer explora os últimos dias, as últimas obras ou as obras tardias de escritores, pintores, músicos, cineastas e estrelas do desporto que marcaram a nossa memória. Com charme, ironia e inteligência, revê o colapso de Friedrich Nietzsche em Turim, as reinvenções de antigas canções de Bob Dylan, a pintura de Turner com a sua abstração harmoniosa, a ressurreição tardia de Jean Rhys, as derradeiras melodias de John Coltrane, mas também os últimos quartetos de Beethoven, os poemas finais de Larkin, as últimas canções dos The Doors ou o último sopro criativo de Walter Scott, Joyce, Updike ou David Foster Wallace.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Leituras do Mês

 



- Ivo Andric A Crónica De Travnik
- John SteinbeckO Inverno Do Nosso Descontentamento
- Toni MorrisonA Dádiva
- Rubem FonsecaA Grande Arte

sábado, 20 de maio de 2023

Eduardo Mendoza – A Cidade Dos Prodígios


O enredo desta obra acompanha a cidade de Barcelona entre as duas Exposições Universais aí realizadas: de 1888 e 1929. O protagonista desta estória, Onofre Bouvila, é uma espécie de anti-herói que sobrevive e depois enriquece numa espécie de vida em “contramão”: a sua sorte é o azar dos outros. Toda a cidade de Barcelona acaba por ser vista também nessa perspetiva: uma cidade que enriqueceu com base na desgraça alheia, no sucesso de uma casta de patifes como Onofre Bouvila. A própria Grande Guerra ou a ditadura de Primo de Rivera são vistas em Barcelona como oportunidades de enriquecimento.

Ao longo do livro vamos assistindo também à afirmação do socialismo e do anarquismo como teorias da moda. Os malandrins de Barcelona, mais do que os operários e oprimidos, são o meio em que essas ideias ganham assento. Ao longo do livro vamos sorrindo com um sentido de humor alucinante: do sorriso discreto à gargalhada desabrida vão dois passos, num estilo original e muito fluido. Aliás, é incrível a capacidade de Mendoza para fazer “parêntesis” de duas ou três páginas sem que o leitor perca o fio à meada.

A análise do contexto histórico é excelente: dá-se conta da origem da moderna Barcelona a partir da exposição universal de 1888, num olhar irónico sobre o sucesso de toda a sorte de malandros e rufiões; eles podem ser o coração de uma cidade, mais do que os políticos.

O início do século XX é sempre uma época de eleição para qualquer escritor tais são as novidades; uma das mais espetaculares é o cinema, que Onofre ajudou a levar até Barcelona. Em 1923 dá-se o golpe fascista de Primo de Rivera; a ameaça do extremismo catalão foi uma das causas da instauração da ditadura; é a cidade condal no centro da contestação.

Esta faceta rebelde da Catalunha é o âmago da obra: “Nós, os pobres, só temos uma alternativa, dizia de si para si, a honestidade e a humilhação ou a maldade e o remorso. Isto era o que pensava o homem mais rico de Espanha” (página 292).

A Barcelona moderna surge com o genial Gaudi. No entanto, mesmo neste domínio, Mendoza não deixa de pintar a realidade com tons surreais, apresentando-nos o famoso arquiteto num estado de decadência e decrepitude.

Mas é a aviação que vem fornecer a vertigem dos novos tempos…

A exposição universal de 1929 era a oportunidade de afirmação de Primo de Rivera. Mas foi, pelo contrário, um sinal de falência do sistema capitalista, quatro meses depois do crash da bolsa de Nova Iorque.

A questão fundamental é esta: Vale a pena lutar pela glória? Vale a pena pagar preços tão altos? A questão é posta por Onofre mas podia ter sido posta pela cidade… implícita nesta estória está uma crítica mordaz ao individualismo burguês.

Ao individualismo, Mendoza contrapõe a cidade; um povo que lutou sempre contra a hegemonia da capital e fez da Catalunha um estado autónomo; não se trata da afirmação da cidade em termos económicos nem urbanísticos, mas da cidade como comunidade, com a sua identidade rebelde mas inquebrantável.

terça-feira, 2 de maio de 2023

Leituras do Mês




- Amos OzNão Chames Noite À Noite
- Nick CaveA Morte De Bunny Munro
- Neil JordanAmanhecer Com Monstro Marinho
- Eduardo MendozaA Cidade Dos Prodígios

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Leituras do Mês



 
- David GalgutA Promessa
Giorgio Van StratenHistórias de Livros Perdidos
José Carlos BarrosAs Pessoas Invisíveis
Anna PolitkovskayaUm Diário Russo

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Chris Cleave – A Pequena Abelha

 



Abelhinha (que só no título do livro é nomeada como Pequena Abelha) é uma refugiada nigeriana em Londres; na Nigéria ela experimentou as piores humilhações e o maior sofrimento; mas na Inglaterra os tormentos foram outros; diferentes mas não menores. A burocracia, a rigidez dos costumes e, acima de tudo, o preconceito contra os estrangeiros fizeram da vida de Abelhinha em Inglaterra um novo tormento.

Sarah é uma inglesa de classe média com tudo o que uma cidadã desse estatuto costuma ter num país civilizado: filho, marido, amante e um emprego razoável. Mas nem por isso a sua vida é pacífica; quando não temos problemas de sobrevivência, podemos dar-nos ao luxo de arranjar problemas sentimentais. Para fugir a esses problemas, Sarah e o marido resolveram passar umas férias na Nigéria. Aí conheceram Abelhinha mas a vida do pacato casal britânico sofreria um golpe tão rude que nunca mais se conseguirá recompor.

Um certo humor, construído a partir da ingenuidade da alma africana, dá um pouco de leveza a esta estória, absolutamente triste. O elemento feminino, sofredor e sensível é claramente colocado em oposição ao masculino, egoísta e violento. Na Europa como em África, o homem procura impor o seu poder. Os ingleses, civilizados, apenas escondem a violência em subterfúgios, em aparências; o que em África se faz com catanas e espingardas, em Inglaterra faz-se com computadores e papéis.

Há neste livro ideais a aspetos simbólicos verdadeiramente geniais. Apenas alguns exemplos: no centro de detenção, Abelhinha reflete, perante as marcas de sofrimento que as suas colegas exibiam: “uma cicatriz não se forma naqueles que estão a morrer. Uma cicatriz significa «eu sobrevivi»”. Uma rapariga que acompanha Abelhinha nesse centro transporta um saco de plástico cheio de amarelo. Aos nossos olhos seria um saco vazio e inútil. Mas quem perdeu tudo transposta sempre algo. Nem que seja a esperança; a cor viva da esperança ou de uma réstia de alegria…

Um dia, Oscar Wilde afirmou que só a beleza pode salvar o mundo. Assim descontextualizada, esta frase torna-se vaga. Mas Abelhinha faz-nos compreender Wilde quando afirma: “ninguém gosta de ninguém mas todos gostam dos U2”. A música, a arte, a beleza, são raios de sol neste mundo a que chamam global mas onde as atrocidades persistem.

E o final do livro é outro raio de sol. A maldade persiste; a infelicidade não desaparece mas há as crianças; e com elas a esperança e a beleza nunca morrerão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Shusaku Endo – Silêncio




Shusaku Endo, falecido em 1996 foi um dos mais conceituados escritores japoneses do século XX. Nesta obra, "Silêncio", aborda um tema polémico e profundo, que tem muito a ver com a nossa história: o trabalho dos missionários portugueses no Japão, nos séculos XVI e XVII. O livro narra a história do Padre Rodrigues, um jesuíta português que partiu para o país do sol nascente procurando um outro missionário, o padre Ferreira de quem se dizia ter apostatado, ou seja, renegado a fé cristã.

A época era de intolerância; enquanto em Portugal e noutros países cristãos se perseguiam e queimavam judeus nas fogueiras da Inquisição, no Japão eram os cristãos vítimas de perseguição impiedosa por parte das autoridades locais, que pretendiam manter o povo fiel ao Xintoísmo e ao Budismo vigentes.

Mais interessados no negócios do que no cristianismo, os japoneses começaram por aceitar benevolamente a presença portuguesa, tendo os jesuítas, liderados por S. Francisco Xavier, conseguido converter milhares de japoneses. Mas no século XVII tudo se modificaria, em parte pela influência que os holandeses e ingleses (protestantes e rivais dos portugueses) moveram junto das autoridades japonesas. Inicia-se então um período de intensa e cruel perseguição, em que os padres missionários e os fiéis eram punidos com castigos arrepiantes e submetidos a torturas inacreditáveis.

No entanto, a questão fundamental não radicava apenas na falta de tolerância. A questão fundamental que Endo coloca ao narrar a incrível história do Padre Rodrigues é a incapacidade que os seres humanos revelam para enquadrar as crenças num espaço cultural próprio, sem o qual elas se revelam inférteis. Como afirma um samurai japonês, o cristianismo era como uma árvore transplantada para um terreno infértil. Impor, mesmo que por benevolência, uma determinada crença é um ato institucional, mais do que de consciência. A Igreja como Instituição nunca conseguiu compreender devidamente este fenómeno: o conceito de BEM, por mais universal que possa ser, não é compatível com normas institucionais que se pretendem universalizar.

Nessa medida, a obra de Endo não perde atualidade nos nossos dias; vemos com frequência governos atuais a tentar impor o nosso conceito de bem, de democracia e de liberdade, sem ter em conta as realidades culturais diversas com que nos deparamos. E nós, no nosso quotidiano, quantas vezes não recorremos a argumentos como estes: “isto é bom para ti”, sem ter minimamente em conta a realidade do outro? Até que ponto o nosso conceito de “bem” ou de “bom” deixa de ser uma ideia subjetiva?

Enfim, um livro que foi para mim uma excelente surpresa, pela sensibilidade que revela sobre um assunto tão complexo e intemporal. O estilo, bastante claro e acessível, faz deste livro um verdadeiro manual de tolerância universal.



No filme que Martin Scorsese adaptou ao cinema, os padres são interpretados pelos atores americanos Andrew Garfield e Adam Driver. Os dois vão ao Japão para procurar um dos seus líderes, o padre Ferreira, interpretado por Liam Neeson, que segundo rumores teria abandonado a sua fé no Japão.

Trata-se de um filme inquietante e perturbador, fiel à história e sem pretensões tendenciosas onde Scorsese faz uma reflexão radical sobre as relações entre o humano e o sagrado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Leituras do Mês




- Chris CleavePequena Abelha
- Shusaku EndoSilêncio
- Zoran ŽivkovićO Grande Manuscrito
- Yrsa SigurdardóttirCinza e Poeira