quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os Coristas


Ainda não me cansei de ver o filme Os Coristas (2004) de Christophe Barratier. Recentemente, apenas O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, no panorama do cinema francês actual, me despertou semelhante magia.

Trata-se de uma história bem estruturada, que conjuga a leveza da simplicidade com a pura essência do que é belo. Verdadeiro na essência das relações humanas, cativa-nos desde o seu inicio, quando o famoso maestro Pierre Morhange encontra-se em Nova Iorque para um concerto quando recebe a notícia da morte da sua mãe. De imediato regressa a França e encontra um antigo colega (Pépinot) do colégio interno (Fundo do Pântano), onde a mãe o colocara, incapaz de tomar conta dele. Pépinot entrega-lhe os diários de Clément Mathieu, o professor de música. Morhange recorda-se então do papel que esse homem, que entretanto esquecera, teve na sua vida.

Assim, a maior parte do filme passa-se em França, no pós-guerra (1949), e relata a experiência do tal professor, que foi contratado para substituir um colega que foi agredido por um aluno com uma tesoura. Inicialmente, a sua boa vontade parece impossível de concretizar devido à metodologia educacional do director Rachin, homem duro e cruel, cujo lema principal é “acção – reacção”. O sucesso só começa a aparecer quando familiariza as crianças com a magia do canto e assim consegue transformar as suas vidas (com excepção da vida de Mondain, claro).

Uma palavra final para a entrevista incluída no DVD ao personagem Boniface e para a banda sonora que é simplesmente apaixonante.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Jigsaw (FNAC, Braga, 07-02-2010)


Segunda visita à FNAC de Braga da banda de Coimbra A Jigsaw. Da primeira vez, promoviam o álbum de estreia Letters From The Boatman; agora o esperado segundo disco Like The Wolf. Country, Folk e Blues do melhor que se faz em Portugal, esta amostra revela que o disco deve ser verdadeiramente viciante. O principal destaque para esta curta apresentação foi o tema-título do trabalho e Red Pony. A seguir com atenção em 2010…

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

As Minhas Melhores Leituras de 2009


1. Jø Nesbo - O Pássaro de Peito Vermelho
2. José Rodrigues dos Santos - A Vida Num Sopro
3. Pepetela - Jaime Bunda
4. Haruki Murakami - Dança, Dança, Dança
5. George Orwell - 1984
6. Mo Yan - Peito Grande, Ancas Largas
7. Somerset W. Maugham - Servidão Humana
8. Gonçalo M. Tavares - Jerusálem
9. António Garrido - A Escriba
10. Angela Lambert - A Vida Privada de Eva Braun
11. Stieg Larsson - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
12. Stieg Larsson - A Rainha no Palácio das Correntes de Ar

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Concertos Memoráveis

E a lista com os concertos mais memoráveis a que assisti nos últimos anos é a seguinte: 


1) Arcade Fire (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)

 



2) Belle & Sebastian (Coliseu dos Recreios, Lisboa, 17 de Julho de 2006)

 



3) The National (Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 18 de Julho de 2008)



4) Bauhaus (Coliseu do Porto, 17 de Fevereiro de 2006)

 



5) The Pixies (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)

 



6) Tindersticks (Coliseu do Porto, 19 de Outubro de 2003)

 

7) Morrissey (Paredes de Coura, 15 de Agosto de 2006)

 



8) Lamb (Coliseu do Porto, 14 de Março de 2002)

 

9) Micah P. Hinson (Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão, 15 de Fevereiro de 2006)

 



10) Placebo (Coliseu do Porto, 5 de Março de 2003)



(Fotos: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

sábado, 19 de dezembro de 2009

The Legendary Tigerman (FNAC Braga)


A apresentação do melhor álbum português de 2009, decorreu sem a presença de qualquer das vozes femininas que participam em Femina. Tigerman, que se apresentou “surdo do ouvido esquerdo e de nariz entupido”, além dos temas mais esperados, como Life Ain’t Enough For You, These Boots Are Made For Walkin’ e True Love Will Find You In The End, ainda apresentou um brinde (Route 66 de Masquerade), após questionar a audiência sobre qual a melhor estrada para andar de carro.

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Paris - Dezembro de 2009



Paris é um destino maravilhoso para quem adora a arte em todas as suas formas, desde arquitectura, pintura, escultura, etc... Tudo é enorme, tudo tem história, tudo é mágico... Imaginem-se a andar pelas ruas de uma cidade que transpira história, onde não existe um prédio, um monumento, que não se olhe e não se imagine o que se poderá ter passado naquele local ao longo de séculos.

Notre Dame, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Centre Pompidou, Pantheon, Museu d’Orsay, Louvre e Cluny, Dôme, Grand Palays, Moulin Rouge, Les Deux Magots, Pont-Neuf, Obelisco, Torre Montparnasse, Hotel de Ville, Jardim de Tuileries, Places de Vosges, Bastille, La Concorde e Vendôme, Opéra, Olympia, Galerias Au Printemps, Lafayette e Forum Les Halles, Champs-Elysées, Boulevard St Germain

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Direitos Humanos no Afeganistão!…


A repórter Sara Gonçalves, da TV Globo, quando esteve no Qatar, há 10 anos, notou que as mulheres caminhavam sempre um metro atrás dos seus maridos.

Quando, recentemente, lá regressou, observou que elas tinham passado a caminhar pelo menos 5 metros à frente deles.

Interessadíssima nessa mudança de comportamento, a jornalista imaginou que tal mudança de costumes deveria significar uma grande vitória feminina.

Aproximou-se de uma das mulheres e disse, deslumbrada:

-"Amiiiga! Que maravilhaaaaaaa! O que aconteceu aqui que fez com que se extinguisse aquele costume absurdo de a mulher caminhar atrás dos maridos e que, agora, caminhem gloriosamente à frente deles?"

E a mulher afegã respondeu:

- "Minas terrestres!..."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Mais sons de Outono…

Eis o conteúdo da minha última compilação, num único CD, para ouvir com o volume no máximo:

1 • Florence And The Machine - Dog Days Are Over
2 • Empire Of The Sun - We Are The People
3 • The XX - Crystalised
4 • The Temper Trap - Sweet Disposition
5 • Metro Station - Shake It
6 • Muse - Uprising
7 • Glasvegas - Daddy's Gone
8 • Yeah Yeah Yeahs - Zero
9 • Arctic Monkeys - Crying Lightning
10 • Friendly Fires - Paris
11 • Bat For Lashes - Daniel
12 • Kings Of Leon - Use Somebody
13 • Manchester Orchestra - I've Got Friends
14 • Metric - Help I'm Alive
15 • Silversun Pickups - Panic Switch
16 • Scarlett Johansson & Pete Yorn - Relator
17 • Bombay Bicycle Club - Always Like This
18 • The Maccabees - No Kind Words
19 • Peter Bjorn & John - Nothing To Worry About
20 • Animal Collective - Summertime Clothes

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Richard Yates – Revolutionary Road




Este é um livro sobre liberdade, sobre projetos adiados mas que iluminam uma vida. April e Frank queriam remar contra a maré; sonharam com uma vida diferente; fugir ao tédio da mediania; fugir à miserável condição de sonhadores adiados, de membros da colmeia onde todos seguem os mesmos padrões, onde todos se olham como rivais mas sempre membros da mesma “carneirada”. Frank e April sonharam ser diferentes; sonharam ser felizes; talvez não tenham conseguido. Mas sonharam. E portanto, viveram.

Publicado pela primeira vez em 1961 este livro é uma das sátiras mais assertivas que até hoje li sobre a sociedade norte-americana, tal como ela foi formada pelo neoliberalismo triunfante no período após a segunda guerra mundial.

Em causa está um modelo de vida que privilegia o formalismo burguês da classe média e o materialismo capitalista disfarçado numa redoma de moralismo conservador tipicamente americano. Na verdade o autor parece ter como alvo principal esse conjunto de ideias conservadoras e moralistas que apenas fornecem uma imagem artificial da vida.

Frank, empregado num escritório que já arruinara todos os sonhos do pai, é o primeiro a dar-se conta de como a América caminha para a loucura, produzindo cidadãos totalmente alienados, envolvidos num conceito de normalidade avassalador que não permite desvios. Ou seja, que não oferece qualquer margem de liberdade. É a América esquizofrénica, pátria privilegiada da psiquiatria.

Este olhar triste e revoltado percorre quase todo o livro; mau grado o título que promete um certo tom de esperança, a verdade é que não há esperança nem redenção. John, considerado louco, internado num hospício, é o único que concorda com Frank quando este afirma que “este país é um vazio sem esperança”. Contra este modo de pensar, John recebe intensos tratamentos com choques elétricos.

Mas a triste realidade é a dos Campbells; esses sim, são os cidadãos normais da América. O chefe de família, Shep é a imagem quase perfeita de Homer Simpson: pouco dado à higiene, ignorante, bruto, egoísta e interesseiro. É esta a América dos anos 50, como é esta a América da atualidade que, por exemplo, Paul Auster nos retrata nos seus livros.

Em suma, trata-se de um livro de leitura muito fácil e agradável embora com um enredo algo sombrio. 



A adaptação do livro ao cinema feita por Sam Mendes resultou num excelente filme sobre o desespero e a falta de coragem para abandonar uma vida cómoda e partir em busca da vida sonhada. Kate Winslet (na altura esposa do realizador) é absolutamente brilhante no desempenho de uma dona de casa desencantada cuja vida seguiu um caminho diferente dos sonhos e que apesar do marido que a ama, dos dois filhos e da bonita casa nos subúrbios, vive numa linha ténue próxima do abismo onde acabará por cair e nos arrastar com ela. Brilhante, embora curto, é também é o desempenho de Michael Shannon, o filho da vizinha temporariamente num hospital psiquiátrico e que é o único a perceber o motivo do casal para querer partir da mesma forma que é o único a não aceitar quando decidem não o fazer. Mesmo depois de sairmos da sala o "vazio sem esperança" da sua última aparição continua dentro de nós, assim como o olhar desesperado e incómodo da protagonista em busca de ajuda.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Sons para o Outono

Lista dos discos que mais rodam no meu leitor de cd's e que considero como o melhor que o ano de 2009 nos ofereceu até ao momento:

- The XX - XX
- Arctic Monkeys - Humbug
- Margot & The Nuclear So And So's - Animal! / Not Animal
- Passion Pit - Manners
- Florence & The Machine - Lungs
- The Big Pink - A Brief History About Love
- Bombay Bicycle Club - I Had The Blues...
- Silversun Pickups - Swoon
- The Raveonettes - In And Out Of Control
- Muse - The Resistance
- Manchester Orchestra - Everything To Nothing
- Bat For Lashes - Two Suns

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pensamento do Dia


A situação política actual leva-me a citar José Maria de Eça de Queirós:

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão».

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sweet Holidays


As férias acabaram. Após longos dias de pura inércia, muito sol e ar puro, o inevitável acontece: o regresso ao trabalho e à vida quotidiana.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lamb, Primal Scream e Kaiser Chiefs




Este ano tem sido excepcional no que diz respeito a festivais de música. O último a que assisti reuniu numa noite três bandas que, apesar praticarem sons diferentes, não deixam de ser assaz interessantes. Às 22 h, os Lamb iniciaram a sua performance. Não me surpreenderam, pois já os tinha visto ao vivo por duas vezes e nos últimos cinco anos não editaram qualquer trabalho discográfico. No entanto continuam musicalmente muito competentes.

A banda seguinte, Primal Scream, apresentou os seus grandes êxitos, durante pouco mais de uma hora. Muito rock & Roll. Muita energia. Difícil de resistir…

Por fim, cerca da uma da manhã, a banda que toda a gente esperava: os Kaiser Chiefs. Impressionante a forma como Ricky Wilson controla o público desde o início, debitando todos os êxitos da banda, com refrões orelhudos e altamente dançáveis, de tal forma que o mosh não faltou…

Para a semana, há mais: Franz Ferdinand, Blood Red Shoes, Patrick Wolf, Jarvis Cocker e Nine Inch Nails. Em Paredes de Coura, claro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Curso Tecnológico de Administração - ESPL


Toda a história tem um fim, mas na vida cada final é um novo começo.

Tenham muito sucesso, concretizem os vossos sonhos, e acima de tudo, sejam felizes.

CCB

quinta-feira, 23 de abril de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Categoria! Segurança! Emoção! Superioridade!


Mais uma noite no Estádio do Dragão, a provar que o FCP é a única equipa portuguesa a poder enfrentar qualquer conjunto europeu. Domínio absoluto na eliminatória mostraram o real valor deste FCP, que não deve ter receio das restantes sete equipas que também estão nos quartos-de-final da Champions League.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Anytime! Absolutely!


A minha última visita ao cinema fascinou-me. Há muito tempo que não via um filme que me despertasse o sentido da vida como este. A ideia base, original de F. Scott Fitzgerald, parece um pouco esquisita: a história de um homem que nasce com 80 anos mas depois vê a vida a andar ao contrário, literalmente, e morre como um bebé.

Espectacular o cruzamento de idades entre os protagonistas, Brad Pitt e Cate Blanchett e a sua caracterização.

É uma bela fábula, tecnicamente irrepreensível, drama q.b., com situações hilariantes (destaco dois momentos do filme, um primeiro momento em que B. Button afirma “Anytime!” e noutra situação responde categoricamente “Absolutely!”…)

Foram mais de duas horas e meia de puro entretenimento. Obrigatório.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Be The Vinyl!


Brincadeira da semana: o "sleeveface". É só pegar na colecção de discos de vinil, pensar e criar num cenário semelhante ao da capa do disco e dar a ilusão de continuidade entre a imagem do LP e a do nosso corpo. No exemplo, a “vítima” é uma capa do disco dos Eels – Souljacker, mas já experimentei com um álbum do Morrissey – Viva Hate e outro dos The Cure – Standing On A Beach. Adorei o resultado…

O seu sucesso deve-se essencialmente à divulgação na Internet de uma ideia extremamente simples, mas que numa aldeia global arranjou muito rapidamente adeptos. Para começar aconselho um video no YouTube: How to Sleeveface.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os Melhores Discos do Ano 2008


Fim de ano, época de balanços e de selecção dos melhores.

10 Discos:
1 - Vampire Weekend - Vampire Weekend
2 - MGMT - Oracular Spectacular
3 - The Ting Tings - We Started Nothing
4 - Kills - Midnight Boom
5 - Portishead - Third
6 - Kings Of Leon - Only By The Night
7 - Last Shadow Puppets - Age Of The Understatement
8 - Santogold - Santogold
9 - Cat Power - Jukebox
10 - Kaiser Chiefs - Off With Their Heads

10 Canções (mais viciantes):
1 - That's Not My Name (Ting Tings)
2 - L.E.S. Artists (Santogold)
3 - Time To Pretend (MGMT)
4 - Sex On Fire (Kings Of Leon)
5 - A-Punk (Vampire Weekend)
6 - Never Miss A Beat (Kaiser Chiefs)
7 - I'm Not Going To Teach Your Boyfriend How To Dance With You (Black Kids)
8 - Mercy (Duffy)
9 - I'm Good, I'm Gone (Likke Li)
10 - Human (The Killers)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

As Minhas Melhores Leituras de 2008


1. Stieg Larsson - Os Homens que Odeiam as Mulheres
2. Haruki Murakami - Kafka À Beira-Mar
3. José Saramago - Ensaio Sobre a Cegueira
4. Pascal Mercier - Comboio Nocturno para Lisboa
5. Doris Lessing - O Sonho Mais Doce
6. Thomas Mann - Os Buddenbrook
7. Lars Saabye Christensen - Beatles
8. Markus Zusak - A Rapariga Que Roubava Livros
9. Amoz Oz - Uma História de Amor e Trevas
10. Herman Melville - Moby Dick
11. Asne Seierstad - O Livreiro de Cabul
12. Charles van Doren - Breve História do Saber

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Neve, Neve, Neve...



Batem leve levemente
Como quem chama por mim
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim…

(…) Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve, branca e fria
Há quanto tempo a não a via
E que saudades, Deus meu.

Augusto Gil

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Vocês sabem de quem é que estou a falar...

Para evitar acusações de plágio, o próximo livro de um conhecido escritor / jornalista / comentador / caçador / piloto, etc, será escrito em língua inventada pelo autor e por isso será imune às acusações de plágio que têm rodeado o seu mais recente best-seller por conter parágrafos reescritos de um livro alheio citado na bibliografia (o que não é plágio, é só muito feio). Quem o garante é o próprio autor, visto que o novo trabalho está a ser escrito numa língua fictícia inventada propositadamente para o efeito. Tendo como título “Blhac Nitratna Plofplof”, trata-se de uma apaixonante história sobre Xpneque, um jornalista veterano desiludido com a profissão e com o país em que vive (a República Tramblhablhesa), ocupando-se com crónicas publicadas no semanário “Bababum” e com os comentários semanais no canal WPK. Ao longo de 1 847 páginas de grande prosa escrita no “estilo único e inimitável” do autor (palavras do próprio), o protagonista vai casando e descasando com figuras mediáticas, alternando momentos de grande lucidez com outros de fanatismo furioso, sobretudo quando colocam em causa os seus gostos pessoais pelos 40 maços de “barluncas” que “mofifa” por dia ou a devoção cega ao seu clube do coração, o FC Trambik. Quanto às acusações de plágio, este autor prefere não falar mais no assunto por não lhe dar importância. Recorde-se que o autor estará presente no Pavilhão Carlos Lopes para desancar à paulada a quem duvidar da sua integridade, juntamente com todos os não-fumadores e adeptos do Benfica e Sporting que se apresentem à sua frente. A organização pede aos interessados para trazerem os seus próprios varapaus de casa.

domingo, 31 de agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Novak Djokovic – Macaquinho de Imitação

Novak Djokovic imita Hidalgo, Roddick, Volandri, Nadal, Sharapova e Federer.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

The National (Guimarães, 18 de Julho)


A actuação dos The National no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, foi memorável. Energia, empenho, interacção com o público e boa disposição, caracterizaram a primeira apresentação da banda de Matt Berninger no norte do país. Ao longo de cerca de duas horas, ouviram-se temas dos quatro trabalhos da banda, com destaque evidente para os dois últimos, Alligator e Boxer. Um dos melhores espectáculos do ano.

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

domingo, 20 de julho de 2008

José Saramago – Ensaio Sobre A Cegueira



Em "Ensaio Sobre a Cegueira" não há nomes; não há luz; há uma espécie de apocalipse, um colapso coletivo, uma marcha inexorável para o abismo. O fim da humanidade como um imenso buraco negro. Um caminho, uma vida, tudo num enorme caos. Assim vai a vida, assim vai o mundo, os destinos, a gente que percorre a escuridão como quem persegue o inferno.

Uma humanidade inteira que escapa à sua condição de ser coletivo; apenas uns milhares, quiçá milhões de indivíduos como uma soma imensa de egoísmos. Não há solidariedade; não há como acreditar nos outros; há, isso sim, uma guerra perpetuada pela desgraça, um rumo negro chamado destino.

Cegos somos todos. Este mundo traçado por Saramago em pinceladas de escuridão não é mais que uma imensa e monstruosa metáfora da sociedade humana em que nos afundamos. Uma sociedade humana sem humanidade. Sem luz nem redenção.

Este é talvez o livro em que Saramago assume o discurso narrativo mais objetivo, mais concreto. A mensagem metafórica concilia-se de forma notável com a objetividade da escrita. Só um génio conseguiria esta síntese, esta simbiose entre a estória e a mensagem; entre o concreto e o subliminar; entre o mundo das imagens e o universo das ideias.

Mas ao longo do livro, misteriosamente, um enorme oásis de sentimento se vai abrindo, como uma grande mancha de sol: a esposa do médico, uma mãe coletiva, assume-se como o anjo protetor e traço de união entre os cegos.

Globalmente, estamos perante uma refinada crítica social; uma espécie de grito de revolta perante uma sociedade tipicamente entorpecida pelas estruturas burguesas capitalistas, que a conduziram a um individualismo extremo. A cegueira dos personagens representa a forma egoísta com que o ser humano se distancia do seu semelhante, transformando a sua própria vida numa imensa solidão.

Muito interessante e significativa, também a forma como Saramago explora o incremento da capacidade auditiva nos cegos. O poder do que se diz, das mentiras e boatos; a capacidade que o ser humano tem para acreditar e fazer acreditar em pseudoverdades que só contribuem para o desastre coletivo da sociedade em que nos encontramos mergulhados.



Na adaptação cinematográfica deste livro, uma estranha e inexplicável epidemia de cegueira atinge a população. Um casal é atingido e são os primeiros a ser transferidos para uma unidade de quarentena criada pelo Governo. Um médico oftalmologista (Mark Ruffalo) e a sua mulher (Julianne Moore) são os primeiros a serem para lá transferidos, esta última que, curiosamente, não é atingida pela doença. A epidemia alastra rapidamente e assume grandes proporções; a unidade de quarentena é assim afetada à medida que mais cegos vão chegando. Neste espaço que se torna sobrelotado, gera-se o desespero, a sujidade e os conceitos sociais são postos à prova, à medida que acompanhamos este grupo de pessoas.

De uma forma geral, a película está bem feita, do ponto de vista narrativo e do ponto de vista cinematográfico, tem um leque excelente de atores, uma excelente interpretação da Juliane Moore e é fiel ao livro, no sentido de provocar no espectador (da mesma maneira que o livro sugeria ao leitor) uma multiplicidade de interrogações acerca da tão complexa desumanidade inerente à natureza humana.

sábado, 19 de julho de 2008

Peter Murphy (Gaia, 17 de Julho)


O Festival Marés Vivas 2008, em Gaia, iniciou-se com a indie pop da banda sueca Shout Out Louds, a banda que soa a The Cure. Inevitável e infelizmente o momento de destaque foi o último tema apresentado, o tema da “Optimus”, Tonight I Have To Leave It, apesar de se encontrarem pérolas bem mais interessantes nos seus dois registos discográficos.

Logo a seguir os góticos britânicos Sisters Of Mercy foram a desilusão da noite, com uma actuação monótona e por demasiadas vezes imperceptível.

Finalmente, o senhor Bauhaus, Peter Murphy, que com uma sólida carreira a solo de oito discos em nome próprio, mostrou que continua em grande forma. Enérgico e com uma voz irrepreensível, deu um grande espectáculo, encerrado em apoteose com um encore que incluiu Marlene Dietrich’s Favourite Poem, She’s In Parties e She Cuts You Up.

(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Torneio do Clube de Ténis de Braga


Realizou-se no passado fim de semana mais um torneio no Clube de Ténis de Braga.

Meia-Final:
Carlos Barros - João Machado (9-2);
João Rodrigues - Luis Gonçalves (9-0).

Final:
Carlos Barros - João Rodrigues (9-4)

Ver http://ctbraga.blogspot.com/


quarta-feira, 11 de junho de 2008

CocoRosie (Theatro Circo, 27-05-2008)


Belíssimo concerto das irmãs Casady, muito bem acompanhadas por Quinn Walker e, especialmente, pelo músico da “beatbox”, insuperável ao microfone. Ouviram-se temas dos três álbuns de originais, com uma variedade enorme ao nível da instrumentação (harpa, sintetizadores, brinquedos, instrumentos de percussão, etc) o que comprova a sua identidade própria. Gostei especialmente de “By Your Side”, “Japan” e “Beautiful Boyz”. Na primeira parte, foi estranho ouvir aquela versão de “Let’s Groove” de Earth, Wind and Fire…
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Vitória no Torneio de Ténis da ETL


Mais um torneio, mais uma vitória. Desta feita no torneio da Escola de Ténis de Lamaçães.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vampire Weekend: Sempre a rodar...


O álbum de estreia dos Vampire Weekend é, até ao momento, o disco que mais tem rodado no meu leitor de cd’s, no ano de 2008. No entanto, só após a terceira ou quarta audição é que se tornou viciante, o que normalmente é um bom indicador. A banda pratica uma música catalogada como indie pop/rock com influências de afro-beat. Trata-se de punk dançável altamente contagiante. São originários de Nova Iorque e lançaram o disco de estreia em Janeiro deste ano. No dia 30 deste mês espero vê-los ao vivo na Casa da Música, Porto. Outros concertos a que pretendo assistir: CocoRosie, Rufus Wainwright e The National.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Good Bye, Lenin!


Revi um dos meus filmes preferidos dos últimos anos. Trata-se de uma comédia alemã sobre uma manipulação - um filho monta para a mãe o cenário de uma RDA eterna, como se o Muro de Berlim não tivesse caído. Para isso, inventa programas de televisão como os que existiam antes, inunda a casa de objectos e marcas já desaparecidos — chega mesmo a inverter a História: os carros de marcas novas, os milhares de transeuntes com ar de forasteiros que a mãe vê da janela, explica ele, são refugiados de Berlim Oeste que conseguiram fugir do inferno capitalista para o paraíso comunista. Realizado por Wolfgang Becker, em 2003, é protagonizado por Daniel Bruhl e Katrine Sass, e conta com uma banda sonora de Yann Tiersen.


 

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Memórias do Estoril Open 2008


Uma semana de ténis ao vivo. Muita chuva. Federer demolidor. Fast-Food. Brindes. João Sousa, a surpresa. A elegância de Maria Kirilenko. Celebridades. Davydenko, desilusão na final. Federer demolidor.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

sábado, 1 de março de 2008

Leituras de Março


Já escolhi aquilo que pretendo ler este mês:

- Ivan TurguenievPais e Filhos
- V. S. NaipaulNum País Livre
- Jeffrey EugenidesMiddlesex
- Lars Saabye Christensen - Beatles