sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
As Minhas Melhores Leituras de 2010
1. Hilary Mantel - Wolf Hall
2. José Luís Peixoto - Livro
3. Saul Bellow - As Aventuras de Augie March
4. Jø Nesbo - Vingança a Sangue-Frio
5. José Rodrigues dos Santos - O Anjo Branco
6. Fiódor Dostoievski - Crime e Castigo
7. Orhan Pamuk - Museu da Inocência
8. J. M. Coetzee - Verão
9. William Faulkner - O Som e a Fúria
10. Jaroslav Hasek - O Valente Soldado Chveik
11. Kiran Desai - A Herança do Vazio
12. Yasunari Kawabata - Kyoto
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Cinema do Mundo
Ultimamente a minha preferência cinematográfica vai para filmes oriundos de culturas bem diferentes da norte-americana e dos seus blockbusters. A lista que apresento a seguir mostra o que de melhor se vai fazendo por esse mundo fora, proporcionando-nos viagens espantosas com histórias inesquecíveis…

1 - Mother (Bakjwi - Mãe), de Bong Joon-ho - Coreia do Sul: relata o drama de uma viúva que dedica a vida ao seu único filho, que apesar dos seus 28 anos, é totalmente dependente dela, por ter um ligeiro atraso mental. Impressionante a determinação desta mulher em provar a inocência do filho, apesar da sua condenação parecer inevitável. Argumento engenhoso, realização e interpretações notáveis.
2 - Vincere (Vencer), de Marco Bellocchio - Itália: história triste, da mulher renegada pelo ditador Benito Mussolini, e que não consta da sua biografia oficial. Inicialmente Ida Dalser acreditou e apostou tudo o que tinha nesse homem mas acabou por ser ignorada, torturada e levada para um manicómio, longe do filho. No entanto, Vincere também não deixa de ser um filme sobre o presente (olá, Berlusconi)…
3 - Millennium I - Man Som Hatar Kvinnor (Homens Que Odeiam As Mulheres), de Niels Arden Oplev - Suécia: baseia-se na trilogia Millennium do autor sueco Stieg Larsson, publicada após a sua morte em 2004 e faz lembrar Hitchcock. O enredo fascina desde o início, o suspense é constante e Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander deslumbra, fazendo esquecer o também excelente Michael Nyqvst.
4 - De Usynlige (Troubled Water - Águas Agitadas), de Erik Poppe - Noruega: devido a uma brincadeira que acaba de forma trágica com a morte de uma criança, Jan Thomas cumpre uma pena de prisão. Apesar de tudo, negou o crime até ao fim e esperava poder deixar o passado para trás ao conseguir emprego como organista numa igreja em Oslo. Lá, acaba por se envolver com a pastora Anna, e cria laços afectivos com Jens, o filho dela. Um dia, a igreja recebe a visita da professora Agnes e dos seus alunos. Observando o talentoso organista, Agnes reconhece em Jan o suposto assassino do seu filho. Uma história dramática sobre culpa, redenção e segundas oportunidades.
5 - El Secreto De Sus Ojos (The Secret In Their Eyes - O Segredo Dos Seus Olhos), de Juan José Campanella - Argentina: aborda o sistema judicial, as leis e a corrupção com bastante drama e romance. Elenco notável e realização soberba. O final é surpreendente. Assim vale a pena ver cinema.
6 - Celda 211 (Cela 211), de Daniel Monzón - Espanha: Juan, funcionário de uma prisão, apresenta-se ao serviço na nova prisão e quando ainda estava a conhecer o local sofre um acidente pouco antes do início de um motim no sector dos presos mais temidos e perigosos. Os seus colegas de trabalho só conseguem salvar as suas próprias vidas e abandonam Juan, desmaiado, à própria sorte na Cela 211. Ao despertar, Juan compreende a situação e tenta-se passar por um preso a mais entre os amotinados. A partir deste momento, Juan vai ter que jogar com astúcia, mentir e arriscar, sem saber o que o destino lhe tem reservado.
7 - Amintiri Din Epoca De Aur (Tales From The Golden Age – Histórias da Idade de Ouro), de vários realizadores romenos - Roménia: retrato da Roménia comunista de Ceausescu dos anos 80, onde a sobrevivência prevalecia em relação aos princípios, com situações surpreendentes, cómicas e por vezes bizarras, como dois jovens a burlar cidadãos, com o objectivo de obter garrafas de vidro vazias para depois as vender; um motorista de um galinheiro que rouba ovos ou um carrossel que não pára durante uma visita oficial de um alto membro do partido.
8 – Partir, de Catherine Corsini – França: é um drama sobre adultério com ênfase no poder da paixão. A mulher adúltera é a belíssima Kristin Scott Thomas, que interpreta Suzanne, uma mulher casada com um médico e com dois filhos adolescentes mas cansada com que a vida que leva e que, após conhecer Ivan, o responsável pelas obras na sua casa, debate-se com o dilema família ou amor, proporcionando um final imprevisível.
9 - The Stoning Of Soraya M., de Cyrus Nowrasteh - Irão: história assustadora para a qual é necessário estar psicologicamente preparado. Baseia-se em factos verídicos e conta a história da iraniana Soraya M. por um jornalista franco-iraniano. Os últimos trinta minutos, momento em que se efectiva o apedrejamento, são de uma violência quase insuportável. Interpretações a destacar: Shohreh Aghdashloo (vista recentemente na 4ª temporada da série 24) e Jim Caviezel (The Passion Of Christ). Recentemente, e também na vida real tem sido muito divulgada na comunicação social um caso semelhante ao de Soraia M. e que ainda não está concluído. Neste caso, a mulher iraniana condenada chama-se Sakineh Ashtiani.
10 - La Teta Asustada (The Milk Of Sorrow – A Teta Assustada), de Cláudia Llosa – Peru: drama forte, curioso, realista e denso. Fausta tem "a Teta Assustada", uma doença que é transmitida pelo leite materno das mulheres que foram violadas ou maltratadas durante a guerra do terrorismo no Peru. A guerra acabou, mas Fausta vive para recordá-la porque "a doença do medo" lhe roubou a alma. A súbita morte da sua mãe vai obrigá-la a enfrentar os seus medos e o segredo que oculta no seu interior: ela introduziu uma batata na vagina, como escudo, como um protector, e acredita que assim ninguém se atreverá a tocá-la.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Os Melhores Discos do Ano 2010
Com o fim do ano não muito longe do horizonte, já é possível destacar os discos que se evidenciaram e que ainda não pararam de rodar:
1. The National – High Violet
2. Arcade Fire – The Suburbs
3. The Drums – The Drums
4. Karen Elson – The Ghost Who Walks
5. Broken Bells – Broken Bells
6. Beach House – Teen House
7. Vampire Weekend – Contra
8. Caribou – Swim
9. LCD Soundsystem – This Is Happening
10. Isobel Campbell & Mark Lanegan - Hawk
11. The Books - The Way Out
12. Stars - The Five Ghosts
E as canções mais viciantes:
1. Hurts - Better Than Love
2. The Drums - Forever And Ever Amen
3. Florence & The Machine - You’ve Got The Love
4. Marc Ronson & The Business INTL - Bang Bang Bang
5. Scissor Sisters - Fire With Fire
6. The Courteeners - You Overdid It Doll
7. 30 Seconds To Mars - Kings And Queens
8. Delphic - Counterpoint
9. We Are Scientists - Nice Guys
10. Funeral Party - NYC Moves To The Sound Of LA
11. Sub Focus (Ft Coco) - Splash
12. Hot Chip - I Feel Better
domingo, 21 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Orhan Pamuk - O Museu da Inocência
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Blood Red Shoes (Festival Manta 2010)

Os Blood Red Shoes vieram a Guimarães apresentar o seu mais recente álbum Fire Like This. Durante cerca de 75 minutos, ouviu-se rock na sua forma mais pura e criativa, com destaque para Don´t Ask e Colours Fade. As incursões pelo disco de estreia Box Of Secrets animaram o pouco mas animado público presente essencialmente em I Wish I Was Someone Better e It’s Getting Boring By The Sea. No palco, a dicotomia entre os dois elementos da banda, Steve Ansell e Laura-Mary Carter, foi assaz evidente com o elemento masculino muito mais seguro, enérgico e expressivo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Kiran Desai – A Herança do Vazio
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Editors, Ben Harper e dEUS (Festival Marés Vivas 2010)


Mais de 25 000 pessoas presenciaram o regresso dos dEUS a Portugal. Durante cerca de uma hora apresentaram temas dos dois primeiros álbuns (Worst Case Scenario e Ideal Crash), com especial destaque para Instant Street e Little Arithmetics, revisitando também os mais recentes Pocket Revolution e Vantage Point.
De seguida, aquela que será a banda actual mais influenciada pelos Joy Division e que a maioria das pessoas parecia esperar, os Editors, entrou em Palco. Como seria de esperar, o destaque foi para In This Light And On This Evening. Devido a problemas técnicos, Tom Smith, visivelmente irritado com a situação, abandona o palco no início do tema Smokers Outside The Hospital Doors. Toda a banda o acompanha e durante cerca de 15 minutos o público não percebe o que se passa. Quando regressam, tocam apenas mais dois temas e o sentimento de desilusão é bem patente em muitos espectadores, apesar do recinto estar completamente cheio.
Finalmente, o senhor Ben Harper e a sua mais recente banda Relentless7 surgem e a noite volta a animar-se. Empenho e profissionalismo não faltaram, com o rock e guitarras poderosas de White Lies For Dark Times, apesar da inicial Diamonds On The Inside e as incursões por territórios alheios (ouviu-se Billie Jean de Michael Jackson, pelo meio do tema Lay There And Hate Me e mais tarde também Heartbreaker dos Led Zeppelin).
domingo, 1 de agosto de 2010
Sonic Youth (Coliseu do Porto)

Os nova-iorquinos Sonic Youth, autêntica instituição do rock, entraram em palco poucos minutos após as 22 horas e durante cerca de 90 minutos apresentaram essencialmente o seu mais recente álbum, The Eternal (tocaram onze das doze faixas do disco, incluindo a belíssima Massage The History). Apesar do recinto não estar esgotado, não foi difícil a banda conquistar o público com os habituais feedback e rock avassaladores. Energia, emoção e entrega não faltaram aos cinco elementos da banda, apesar dos quase 30 trinta anos de carreira e mais de duas dezenas de discos.
Quem preferia revisitar a carreira da banda e ceder a alguma nostalgia, terá ficado decepcionado apesar do concerto terminar com temas de álbuns da década de oitenta: The Sprawl, ‘Cross The Breeze, Candle e Death Valley 69. No final, e sob fortes aplausos, Thurston Moore junta-se à multidão em êxtase na frente do palco e grava o momento a partir do seu telemóvel. Inesquecível, apesar de ter sabido a pouco...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Pensamento do Dia
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Óscares 2010

Actualmente os Óscares já não têm os mesmos segredos que tinham quando havia um canal público que exibia apenas o “compacto” da cerimónia no dia a seguir e os filmes candidatos, ainda não tinham estreado em Portugal. A globalização, trazida pela internet e pela televisão por cabo, tornaram impossível chegarmos aos Óscares sem conhecermos tudo o que diz respeito a filmes e actores / actrizes nomeados.
Premissa essencial na elaboração desta seriação dos 10 filmes nomeados: um filme preferencialmente deve abrir os olhos dos espectadores para a realidade do nosso mundo e não distrair-se com a utopia de outro planeta.
1. Inglourious Basterds
Filme sobre a 2ª Guerra mundial, que distorce a realidade mas contém diálogos magistrais e um excelente argumento. Um dos melhores filmes de Tarantino pós Pulp Fiction, com um conjunto de actores bastante heterogéneo onde indubitavelmente o destaque vai para Christoph Waltz (a cena inicial do filme é de antologia). Curiosa a incursão pelas referências cinéfilas ao longo do filme que conclui com uma cena fantástica na Premiere de um filme de propaganda nazi “O Orgulho da Nação” (olá Cinema Paraíso). Humor negro e inteligência superior. Daqui a alguns anos 2009 vai ficar recordado como o ano de Inglourious Basterds e não de outro filme qualquer…
2. Precious
História comovente, cruel e dramática de uma teenager obesa sonhadora afro-americana grávida do segundo filho e obrigada a frequentar uma escola especial e que é rejeitada pela mãe devido ao padrasto a trocar pela filha. Realismo e humanismo apenas criticados pela comunidade negra norte-americana. O desempenho de Gabourey Sidibe e Mo’nique justificam o respectivo Óscar. Curiosa e eficaz a participação de Mariah Carey e de Lenny Kravitz!!! Pena a exagerada associação do nome Oprah a este filme, tendo em conta o que realmente ela terá feito por ele.
3. An Education
Uma das surpresas do ano. Produção inglesa de baixo orçamento, com uma história simples mas com um trunfo: Carey Mulligan. Esta jovem inglesa de 24 anos tem um desempenho notável e é a única concorrente à altura de Gabourey Sidibe. A mensagem principal do filme centra-se no papel da educação, que nunca deve ser desprezada e que é fundamental para ter uma vida mais digna e agradável. Para fãs de cinema clássico…
4. Up In The Air (Nas Nuvens)
O início do filme, com diversos funcionários a reagirem ao seu despedimento é deslumbrante. Comédia dramática hilariante e inteligente, retrato da evolução tecnológica e da globalização, conta com um desempenho inesquecível do “clássico” George Clooney bem apoiado por Vera Farmiga e Anna Kendrick. Curiosa (e esperada) a cena da visita de Ryan (Clooney) à casa de Alex (Farmiga). O que fica do filme é essencialmente uma história subtil de solidão.
5. The Blind Side (Um Sonho Possível)
Tal como Precious, também se baseia na história (neste caso verídica) de um jovem obeso afro-americano com graves problemas familiares, conhecido por “Big Mike”. Ideia a reter: há boas pessoas neste mundo…, confirmada com o discurso da vencedora do Óscar de melhor actriz, Sandra Bullock: “Não há raça, religião, classe social ou orientação sexual que nos faça ser melhor do que outra pessoa.”
6. Avatar
Filme mais caro e com maiores receitas da história do cinema, usa a tecnologia mais avançada, por isso é revolucionário mas também poderoso e deslumbrante. Essencialmente é um belo entretenimento. A mensagem deste blockbuster centra-se na natureza, na paz e na tolerância dos povos de diferentes culturas. No entanto, a história é previsível e a sua visualização por vezes assemelha-se a um jogo de computador. Não admira que Hollywood não o tenha premiado. Pelo que referi inicialmente vale a pena ver, ainda por cima com a mais-valia que é o 3D.
7. The Hurt Locker (Estado de Guerra)
Filme sobrevalorizado, talvez devido à relação dos norte-americanos com o Iraque. Tenho de concordar que a realização é muito boa, tem um realismo impressionante, é excelente a criar momentos de tensão e é o melhor filme sobre a guerra do Iraque que já vi. Para a história vai ficar mais uma injustiça na atribuição de Óscares…
8. Up (Altamente!)
Filme de qualidade técnica irrepreensível, com um início comovente, que agarra o espectador até ao fim. Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos, vai, finalmente, realizar o sonho da sua vida, uma grande aventura, quando prende milhares de balões à sua casa e consegue voar à descoberta da América do Sul, tudo em homenagem à sua companheira de sempre, Ellie. É impossível não adorar. Difícil a sua comparação com os restantes filmes da lista.
9. A Serious Man (Um Homem Sério)
Apesar de ser admirador do trabalho dos irmãos Coen (por exemplo, Fargo, Blood Simple, The Man Who Wasn’t There e No Country For Old Man), este filme desiludiu-me e bastante. Porque ironiza demasiado o sentido da vida, porque retrata uma comunidade judaica, com regras muito próprias e pouco convencionais, porque a religião comanda a vida e dá demasiado conforto às personagens e porque os actores não surpreendem. Não recomendo.
10. District 9
Ficção científica em formato documentário, com um final decepcionante, a prometer sequelas. Poucas coisas que valem a pena: a nave espacial e os aliens…
De entre os filmes que vi recentemente, destaco 10 com menção bastante positiva:
Alice In Wonderland (do exuberante e excelente Tim Burton);
Dorian Gray (desconcertante, baseado na obra de Oscar Wilde);
White Ribbon - O Laço Branço (magnífico);
The Last Station (sobre Lev Tolstoi);
Un Prophet (filme francês, violento e realista);
Bright Star (o regresso de Jane Campion);
My Sister’s Keeper (retrato da vida de uma menina com leucemia);
Coco Before Chanel (biopic de Coco Chanel);
A Single Man (Colin Firth no seu melhor);
The Messenger (drama romântico).
terça-feira, 16 de março de 2010
Yo La Tengo (Casa da Música, 15 de Março)
.jpg)
Concerto memorável da banda do casal Kaplan e Hubley, numa sala Suggia com excelentes condições mas não completamente cheia. O destaque foi para temas do mais recente álbum Popular Songs, como Here To Fall, If It’s True, Periodically Double Or Triple (soberbo) e Nothing To Hide, mas os Yo La Tengo possuem um repertório tão vasto e diversificado, patente em 12 álbums de originais, gravados ao longo dos últimos 26 anos, que era inevitável ouvir algumas pérolas mais esquecidas. Desta forma, houve uma variação constante, entre temas mais enérgicos, alimentados pela guitarra nervosa de Kaplan, que dificilmente seguravam a assistência nas cadeiras e o recurso ao som mais acústico e à voz doce de Hubley. Momento zen da noite: último tema antes dos dois encores – Little Honda – com uma duração aproximada de 15 minutos, incluindo 8 minutos de pura distorção que levou à loucura alguns dos espectadores.
(Foto: iPhone - a 15 m do palco)
quarta-feira, 10 de março de 2010
A Professora Universitária
Um engraçadinho chamado Artur que estava sentado no fundo da sala, perguntou com aquele velho ar de cinismo: "- De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por actividade sexual?"
A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
"- Isso não é um motivo justificado." - e continuou serenamente - "Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... ou se não se puder sentar, pode responder de pé. "
segunda-feira, 8 de março de 2010
Live Fast, Die Young
Para recordar os Sparklehorse, fica uma amostra do seu melhor álbum, It’s A Wonderful Life (2001), Comfort Me.
domingo, 7 de março de 2010
Bragança - Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais aka Cubo Branco foi inaugurado em 30 de Junho de 2008 e é um projecto do arquitecto Souto Moura. Este espaço cultural moderno é o primeiro do género no Nordeste Transmontano e a sua principal dinamizadora é a pintora da região Graça Morais. Vale a pena visitar…
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Os Coristas
.jpg)
Ainda não me cansei de ver o filme Os Coristas (2004) de Christophe Barratier. Recentemente, apenas O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, no panorama do cinema francês actual, me despertou semelhante magia.
Trata-se de uma história bem estruturada, que conjuga a leveza da simplicidade com a pura essência do que é belo. Verdadeiro na essência das relações humanas, cativa-nos desde o seu inicio, quando o famoso maestro Pierre Morhange encontra-se em Nova Iorque para um concerto quando recebe a notícia da morte da sua mãe. De imediato regressa a França e encontra um antigo colega (Pépinot) do colégio interno (Fundo do Pântano), onde a mãe o colocara, incapaz de tomar conta dele. Pépinot entrega-lhe os diários de Clément Mathieu, o professor de música. Morhange recorda-se então do papel que esse homem, que entretanto esquecera, teve na sua vida.
Assim, a maior parte do filme passa-se em França, no pós-guerra (1949), e relata a experiência do tal professor, que foi contratado para substituir um colega que foi agredido por um aluno com uma tesoura. Inicialmente, a sua boa vontade parece impossível de concretizar devido à metodologia educacional do director Rachin, homem duro e cruel, cujo lema principal é “acção – reacção”. O sucesso só começa a aparecer quando familiariza as crianças com a magia do canto e assim consegue transformar as suas vidas (com excepção da vida de Mondain, claro).
Uma palavra final para a entrevista incluída no DVD ao personagem Boniface e para a banda sonora que é simplesmente apaixonante.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A Jigsaw (FNAC, Braga, 07-02-2010)

Segunda visita à FNAC de Braga da banda de Coimbra A Jigsaw. Da primeira vez, promoviam o álbum de estreia Letters From The Boatman; agora o esperado segundo disco Like The Wolf. Country, Folk e Blues do melhor que se faz em Portugal, esta amostra revela que o disco deve ser verdadeiramente viciante. O principal destaque para esta curta apresentação foi o tema-título do trabalho e Red Pony. A seguir com atenção em 2010…
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
As Minhas Melhores Leituras de 2009
1. Jø Nesbo - O Pássaro de Peito Vermelho
2. José Rodrigues dos Santos - A Vida Num Sopro
3. Pepetela - Jaime Bunda
4. Haruki Murakami - Dança, Dança, Dança
5. George Orwell - 1984
6. Mo Yan - Peito Grande, Ancas Largas
7. Somerset W. Maugham - Servidão Humana
8. Gonçalo M. Tavares - Jerusálem
9. António Garrido - A Escriba
10. Angela Lambert - A Vida Privada de Eva Braun
11. Stieg Larsson - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
12. Stieg Larsson - A Rainha no Palácio das Correntes de Ar
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Concertos Memoráveis
E a lista com os concertos mais memoráveis a que assisti nos últimos anos é a seguinte:
1) Arcade Fire (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)
2) Belle & Sebastian (Coliseu dos Recreios, Lisboa, 17
de Julho de 2006)
4) Bauhaus (Coliseu do Porto, 17 de Fevereiro de 2006)
5) The Pixies (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)
6) Tindersticks (Coliseu do Porto, 19 de Outubro de 2003)
7) Morrissey (Paredes de Coura, 15 de Agosto de 2006)
8) Lamb (Coliseu do Porto, 14 de Março de 2002)
9) Micah P. Hinson (Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão,
15 de Fevereiro de 2006)
10) Placebo (Coliseu do Porto, 5 de Março de 2003)
(Fotos: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
sábado, 19 de dezembro de 2009
The Legendary Tigerman (FNAC Braga)
.jpg)
A apresentação do melhor álbum português de 2009, decorreu sem a presença de qualquer das vozes femininas que participam em Femina. Tigerman, que se apresentou “surdo do ouvido esquerdo e de nariz entupido”, além dos temas mais esperados, como Life Ain’t Enough For You, These Boots Are Made For Walkin’ e True Love Will Find You In The End, ainda apresentou um brinde (Route 66 de Masquerade), após questionar a audiência sobre qual a melhor estrada para andar de carro.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Paris - Dezembro de 2009


Paris é um destino maravilhoso para quem adora a arte em todas as suas formas, desde arquitectura, pintura, escultura, etc... Tudo é enorme, tudo tem história, tudo é mágico... Imaginem-se a andar pelas ruas de uma cidade que transpira história, onde não existe um prédio, um monumento, que não se olhe e não se imagine o que se poderá ter passado naquele local ao longo de séculos.
Notre Dame, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Centre Pompidou, Pantheon, Museu d’Orsay, Louvre e Cluny, Dôme, Grand Palays, Moulin Rouge, Les Deux Magots, Pont-Neuf, Obelisco, Torre Montparnasse, Hotel de Ville, Jardim de Tuileries, Places de Vosges, Bastille, La Concorde e Vendôme, Opéra, Olympia, Galerias Au Printemps, Lafayette e Forum Les Halles, Champs-Elysées, Boulevard St Germain
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Direitos Humanos no Afeganistão!…
A repórter Sara Gonçalves, da TV Globo, quando esteve no Qatar, há 10 anos, notou que as mulheres caminhavam sempre um metro atrás dos seus maridos.
Quando, recentemente, lá regressou, observou que elas tinham passado a caminhar pelo menos 5 metros à frente deles.Interessadíssima nessa mudança de comportamento, a jornalista imaginou que tal mudança de costumes deveria significar uma grande vitória feminina.
Aproximou-se de uma das mulheres e disse, deslumbrada:
-"Amiiiga! Que maravilhaaaaaaa! O que aconteceu aqui que fez com que se extinguisse aquele costume absurdo de a mulher caminhar atrás dos maridos e que, agora, caminhem gloriosamente à frente deles?"
E a mulher afegã respondeu:
- "Minas terrestres!..."
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Mais sons de Outono…
1 • Florence And The Machine - Dog Days Are Over
2 • Empire Of The Sun - We Are The People
3 • The XX - Crystalised
4 • The Temper Trap - Sweet Disposition
5 • Metro Station - Shake It
6 • Muse - Uprising
7 • Glasvegas - Daddy's Gone
8 • Yeah Yeah Yeahs - Zero
9 • Arctic Monkeys - Crying Lightning
10 • Friendly Fires - Paris
11 • Bat For Lashes - Daniel
12 • Kings Of Leon - Use Somebody
13 • Manchester Orchestra - I've Got Friends
14 • Metric - Help I'm Alive
15 • Silversun Pickups - Panic Switch
16 • Scarlett Johansson & Pete Yorn - Relator
17 • Bombay Bicycle Club - Always Like This
18 • The Maccabees - No Kind Words
19 • Peter Bjorn & John - Nothing To Worry About
20 • Animal Collective - Summertime Clothes
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Richard Yates – Revolutionary Road
Este é um livro sobre liberdade, sobre projetos adiados mas que iluminam uma vida. April e Frank queriam remar contra a maré; sonharam com uma vida diferente; fugir ao tédio da mediania; fugir à miserável condição de sonhadores adiados, de membros da colmeia onde todos seguem os mesmos padrões, onde todos se olham como rivais mas sempre membros da mesma “carneirada”. Frank e April sonharam ser diferentes; sonharam ser felizes; talvez não tenham conseguido. Mas sonharam. E portanto, viveram.
Publicado pela primeira vez em 1961 este livro é uma das sátiras mais assertivas que até hoje li sobre a sociedade norte-americana, tal como ela foi formada pelo neoliberalismo triunfante no período após a segunda guerra mundial.
Em causa está um modelo de vida que privilegia o formalismo burguês da classe média e o materialismo capitalista disfarçado numa redoma de moralismo conservador tipicamente americano. Na verdade o autor parece ter como alvo principal esse conjunto de ideias conservadoras e moralistas que apenas fornecem uma imagem artificial da vida.
Frank, empregado num escritório que já arruinara todos os sonhos do pai, é o primeiro a dar-se conta de como a América caminha para a loucura, produzindo cidadãos totalmente alienados, envolvidos num conceito de normalidade avassalador que não permite desvios. Ou seja, que não oferece qualquer margem de liberdade. É a América esquizofrénica, pátria privilegiada da psiquiatria.
Este olhar triste e revoltado percorre quase todo o livro; mau grado o título que promete um certo tom de esperança, a verdade é que não há esperança nem redenção. John, considerado louco, internado num hospício, é o único que concorda com Frank quando este afirma que “este país é um vazio sem esperança”. Contra este modo de pensar, John recebe intensos tratamentos com choques elétricos.
Em suma, trata-se de um livro de leitura muito fácil e agradável embora com um enredo algo sombrio.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Sons para o Outono
- The XX - XX
- Arctic Monkeys - Humbug
- Margot & The Nuclear So And So's - Animal! / Not Animal
- Passion Pit - Manners
- Florence & The Machine - Lungs
- The Big Pink - A Brief History About Love
- Bombay Bicycle Club - I Had The Blues...
- Silversun Pickups - Swoon
- The Raveonettes - In And Out Of Control
- Muse - The Resistance
- Manchester Orchestra - Everything To Nothing
- Bat For Lashes - Two Suns
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Pensamento do Dia
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão».

























