sábado, 24 de outubro de 2009
Mais sons de Outono…
1 • Florence And The Machine - Dog Days Are Over
2 • Empire Of The Sun - We Are The People
3 • The XX - Crystalised
4 • The Temper Trap - Sweet Disposition
5 • Metro Station - Shake It
6 • Muse - Uprising
7 • Glasvegas - Daddy's Gone
8 • Yeah Yeah Yeahs - Zero
9 • Arctic Monkeys - Crying Lightning
10 • Friendly Fires - Paris
11 • Bat For Lashes - Daniel
12 • Kings Of Leon - Use Somebody
13 • Manchester Orchestra - I've Got Friends
14 • Metric - Help I'm Alive
15 • Silversun Pickups - Panic Switch
16 • Scarlett Johansson & Pete Yorn - Relator
17 • Bombay Bicycle Club - Always Like This
18 • The Maccabees - No Kind Words
19 • Peter Bjorn & John - Nothing To Worry About
20 • Animal Collective - Summertime Clothes
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Richard Yates – Revolutionary Road
Este é um livro sobre liberdade, sobre projetos adiados mas que iluminam uma vida. April e Frank queriam remar contra a maré; sonharam com uma vida diferente; fugir ao tédio da mediania; fugir à miserável condição de sonhadores adiados, de membros da colmeia onde todos seguem os mesmos padrões, onde todos se olham como rivais mas sempre membros da mesma “carneirada”. Frank e April sonharam ser diferentes; sonharam ser felizes; talvez não tenham conseguido. Mas sonharam. E portanto, viveram.
Publicado pela primeira vez em 1961 este livro é uma das sátiras mais assertivas que até hoje li sobre a sociedade norte-americana, tal como ela foi formada pelo neoliberalismo triunfante no período após a segunda guerra mundial.
Em causa está um modelo de vida que privilegia o formalismo burguês da classe média e o materialismo capitalista disfarçado numa redoma de moralismo conservador tipicamente americano. Na verdade o autor parece ter como alvo principal esse conjunto de ideias conservadoras e moralistas que apenas fornecem uma imagem artificial da vida.
Frank, empregado num escritório que já arruinara todos os sonhos do pai, é o primeiro a dar-se conta de como a América caminha para a loucura, produzindo cidadãos totalmente alienados, envolvidos num conceito de normalidade avassalador que não permite desvios. Ou seja, que não oferece qualquer margem de liberdade. É a América esquizofrénica, pátria privilegiada da psiquiatria.
Este olhar triste e revoltado percorre quase todo o livro; mau grado o título que promete um certo tom de esperança, a verdade é que não há esperança nem redenção. John, considerado louco, internado num hospício, é o único que concorda com Frank quando este afirma que “este país é um vazio sem esperança”. Contra este modo de pensar, John recebe intensos tratamentos com choques elétricos.
Em suma, trata-se de um livro de leitura muito fácil e agradável embora com um enredo algo sombrio.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Sons para o Outono
- The XX - XX
- Arctic Monkeys - Humbug
- Margot & The Nuclear So And So's - Animal! / Not Animal
- Passion Pit - Manners
- Florence & The Machine - Lungs
- The Big Pink - A Brief History About Love
- Bombay Bicycle Club - I Had The Blues...
- Silversun Pickups - Swoon
- The Raveonettes - In And Out Of Control
- Muse - The Resistance
- Manchester Orchestra - Everything To Nothing
- Bat For Lashes - Two Suns
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Pensamento do Dia
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão».
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sweet Holidays
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Lamb, Primal Scream e Kaiser Chiefs


Este ano tem sido excepcional no que diz respeito a festivais de música. O último a que assisti reuniu numa noite três bandas que, apesar praticarem sons diferentes, não deixam de ser assaz interessantes. Às 22 h, os Lamb iniciaram a sua performance. Não me surpreenderam, pois já os tinha visto ao vivo por duas vezes e nos últimos cinco anos não editaram qualquer trabalho discográfico. No entanto continuam musicalmente muito competentes.
A banda seguinte, Primal Scream, apresentou os seus grandes êxitos, durante pouco mais de uma hora. Muito rock & Roll. Muita energia. Difícil de resistir…
Por fim, cerca da uma da manhã, a banda que toda a gente esperava: os Kaiser Chiefs. Impressionante a forma como Ricky Wilson controla o público desde o início, debitando todos os êxitos da banda, com refrões orelhudos e altamente dançáveis, de tal forma que o mosh não faltou…
Para a semana, há mais: Franz Ferdinand, Blood Red Shoes, Patrick Wolf, Jarvis Cocker e Nine Inch Nails. Em Paredes de Coura, claro.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Curso Tecnológico de Administração - ESPL
quinta-feira, 23 de abril de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Categoria! Segurança! Emoção! Superioridade!

Mais uma noite no Estádio do Dragão, a provar que o FCP é a única equipa portuguesa a poder enfrentar qualquer conjunto europeu. Domínio absoluto na eliminatória mostraram o real valor deste FCP, que não deve ter receio das restantes sete equipas que também estão nos quartos-de-final da Champions League.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Anytime! Absolutely!
A minha última visita ao cinema fascinou-me. Há muito tempo que não via um filme que me despertasse o sentido da vida como este. A ideia base, original de F. Scott Fitzgerald, parece um pouco esquisita: a história de um homem que nasce com 80 anos mas depois vê a vida a andar ao contrário, literalmente, e morre como um bebé.
Espectacular o cruzamento de idades entre os protagonistas, Brad Pitt e Cate Blanchett e a sua caracterização.
É uma bela fábula, tecnicamente irrepreensível, drama q.b., com situações hilariantes (destaco dois momentos do filme, um primeiro momento em que B. Button afirma “Anytime!” e noutra situação responde categoricamente “Absolutely!”…)
Foram mais de duas horas e meia de puro entretenimento. Obrigatório.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Be The Vinyl!

Brincadeira da semana: o "sleeveface". É só pegar na colecção de discos de vinil, pensar e criar num cenário semelhante ao da capa do disco e dar a ilusão de continuidade entre a imagem do LP e a do nosso corpo. No exemplo, a “vítima” é uma capa do disco dos Eels – Souljacker, mas já experimentei com um álbum do Morrissey – Viva Hate e outro dos The Cure – Standing On A Beach. Adorei o resultado…
O seu sucesso deve-se essencialmente à divulgação na Internet de uma ideia extremamente simples, mas que numa aldeia global arranjou muito rapidamente adeptos. Para começar aconselho um video no YouTube: How to Sleeveface.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Os Melhores Discos do Ano 2008
10 Discos:
1 - Vampire Weekend - Vampire Weekend
2 - MGMT - Oracular Spectacular
3 - The Ting Tings - We Started Nothing
4 - Kills - Midnight Boom
5 - Portishead - Third
6 - Kings Of Leon - Only By The Night
7 - Last Shadow Puppets - Age Of The Understatement
8 - Santogold - Santogold
9 - Cat Power - Jukebox
10 - Kaiser Chiefs - Off With Their Heads
10 Canções (mais viciantes):
1 - That's Not My Name (Ting Tings)
2 - L.E.S. Artists (Santogold)
3 - Time To Pretend (MGMT)
4 - Sex On Fire (Kings Of Leon)
5 - A-Punk (Vampire Weekend)
6 - Never Miss A Beat (Kaiser Chiefs)
7 - I'm Not Going To Teach Your Boyfriend How To Dance With You (Black Kids)
8 - Mercy (Duffy)
9 - I'm Good, I'm Gone (Likke Li)
10 - Human (The Killers)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
As Minhas Melhores Leituras de 2008
1. Stieg Larsson - Os Homens que Odeiam as Mulheres
2. Haruki Murakami - Kafka À Beira-Mar
3. José Saramago - Ensaio Sobre a Cegueira
4. Pascal Mercier - Comboio Nocturno para Lisboa
5. Doris Lessing - O Sonho Mais Doce
6. Thomas Mann - Os Buddenbrook
7. Lars Saabye Christensen - Beatles
8. Markus Zusak - A Rapariga Que Roubava Livros
9. Amoz Oz - Uma História de Amor e Trevas
10. Herman Melville - Moby Dick
11. Asne Seierstad - O Livreiro de Cabul
12. Charles van Doren - Breve História do Saber
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Neve, Neve, Neve...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Vocês sabem de quem é que estou a falar...
domingo, 31 de agosto de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Novak Djokovic – Macaquinho de Imitação
quinta-feira, 24 de julho de 2008
The National (Guimarães, 18 de Julho)

A actuação dos The National no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, foi memorável. Energia, empenho, interacção com o público e boa disposição, caracterizaram a primeira apresentação da banda de Matt Berninger no norte do país. Ao longo de cerca de duas horas, ouviram-se temas dos quatro trabalhos da banda, com destaque evidente para os dois últimos, Alligator e Boxer. Um dos melhores espectáculos do ano.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
domingo, 20 de julho de 2008
José Saramago – Ensaio Sobre A Cegueira
Uma humanidade inteira que escapa à sua condição de ser coletivo; apenas uns milhares, quiçá milhões de indivíduos como uma soma imensa de egoísmos. Não há solidariedade; não há como acreditar nos outros; há, isso sim, uma guerra perpetuada pela desgraça, um rumo negro chamado destino.
Cegos somos todos. Este mundo traçado por Saramago em pinceladas de escuridão não é mais que uma imensa e monstruosa metáfora da sociedade humana em que nos afundamos. Uma sociedade humana sem humanidade. Sem luz nem redenção.
Este é talvez o livro em que Saramago assume o discurso narrativo mais objetivo, mais concreto. A mensagem metafórica concilia-se de forma notável com a objetividade da escrita. Só um génio conseguiria esta síntese, esta simbiose entre a estória e a mensagem; entre o concreto e o subliminar; entre o mundo das imagens e o universo das ideias.
Mas ao longo do livro, misteriosamente, um enorme oásis de sentimento se vai abrindo, como uma grande mancha de sol: a esposa do médico, uma mãe coletiva, assume-se como o anjo protetor e traço de união entre os cegos.
Globalmente, estamos perante uma refinada crítica social; uma espécie de grito de revolta perante uma sociedade tipicamente entorpecida pelas estruturas burguesas capitalistas, que a conduziram a um individualismo extremo. A cegueira dos personagens representa a forma egoísta com que o ser humano se distancia do seu semelhante, transformando a sua própria vida numa imensa solidão.
Muito interessante e significativa, também a forma como Saramago explora o incremento da capacidade auditiva nos cegos. O poder do que se diz, das mentiras e boatos; a capacidade que o ser humano tem para acreditar e fazer acreditar em pseudoverdades que só contribuem para o desastre coletivo da sociedade em que nos encontramos mergulhados.
De uma forma geral, a película está bem feita, do ponto de vista narrativo e do ponto de vista cinematográfico, tem um leque excelente de atores, uma excelente interpretação da Juliane Moore e é fiel ao livro, no sentido de provocar no espectador (da mesma maneira que o livro sugeria ao leitor) uma multiplicidade de interrogações acerca da tão complexa desumanidade inerente à natureza humana.
sábado, 19 de julho de 2008
Peter Murphy (Gaia, 17 de Julho)

O Festival Marés Vivas 2008, em Gaia, iniciou-se com a indie pop da banda sueca Shout Out Louds, a banda que soa a The Cure. Inevitável e infelizmente o momento de destaque foi o último tema apresentado, o tema da “Optimus”, Tonight I Have To Leave It, apesar de se encontrarem pérolas bem mais interessantes nos seus dois registos discográficos.
Logo a seguir os góticos britânicos Sisters Of Mercy foram a desilusão da noite, com uma actuação monótona e por demasiadas vezes imperceptível.
Finalmente, o senhor Bauhaus, Peter Murphy, que com uma sólida carreira a solo de oito discos em nome próprio, mostrou que continua em grande forma. Enérgico e com uma voz irrepreensível, deu um grande espectáculo, encerrado em apoteose com um encore que incluiu Marlene Dietrich’s Favourite Poem, She’s In Parties e She Cuts You Up.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
sexta-feira, 20 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Torneio do Clube de Ténis de Braga
quarta-feira, 11 de junho de 2008
CocoRosie (Theatro Circo, 27-05-2008)

Belíssimo concerto das irmãs Casady, muito bem acompanhadas por Quinn Walker e, especialmente, pelo músico da “beatbox”, insuperável ao microfone. Ouviram-se temas dos três álbuns de originais, com uma variedade enorme ao nível da instrumentação (harpa, sintetizadores, brinquedos, instrumentos de percussão, etc) o que comprova a sua identidade própria. Gostei especialmente de “By Your Side”, “Japan” e “Beautiful Boyz”. Na primeira parte, foi estranho ouvir aquela versão de “Let’s Groove” de Earth, Wind and Fire…
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Vampire Weekend: Sempre a rodar...

O álbum de estreia dos Vampire Weekend é, até ao momento, o disco que mais tem rodado no meu leitor de cd’s, no ano de 2008. No entanto, só após a terceira ou quarta audição é que se tornou viciante, o que normalmente é um bom indicador. A banda pratica uma música catalogada como indie pop/rock com influências de afro-beat. Trata-se de punk dançável altamente contagiante. São originários de Nova Iorque e lançaram o disco de estreia em Janeiro deste ano. No dia 30 deste mês espero vê-los ao vivo na Casa da Música, Porto. Outros concertos a que pretendo assistir: CocoRosie, Rufus Wainwright e The National.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Good Bye, Lenin!

Revi um dos meus filmes preferidos dos últimos anos. Trata-se de uma comédia alemã sobre uma manipulação - um filho monta para a mãe o cenário de uma RDA eterna, como se o Muro de Berlim não tivesse caído. Para isso, inventa programas de televisão como os que existiam antes, inunda a casa de objectos e marcas já desaparecidos — chega mesmo a inverter a História: os carros de marcas novas, os milhares de transeuntes com ar de forasteiros que a mãe vê da janela, explica ele, são refugiados de Berlim Oeste que conseguiram fugir do inferno capitalista para o paraíso comunista. Realizado por Wolfgang Becker, em 2003, é protagonizado por Daniel Bruhl e Katrine Sass, e conta com uma banda sonora de Yann Tiersen.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Memórias do Estoril Open 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
sábado, 1 de março de 2008
Leituras de Março
Já escolhi aquilo que pretendo ler este mês:
- Ivan Turgueniev – Pais e Filhos
- V. S. Naipaul – Num País Livre
- Jeffrey Eugenides – Middlesex
- Lars Saabye Christensen - Beatles
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Duas jovens mesmo boas...
- Ó velhinho, diz-nos uma coisa. O que é que fazias com duas gajas tão boas como nós?
- Com as duas, não fazia nada. Mas com mais quatro ou cinco, abria uma casa de p...!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
The Raveonettes (Theatro Circo)

Aviso inicial: apesar de Sune Rose Wagner estar afónico, o concerto não vai ser cancelado.
Esta limitação levou a que só se ouvissem os temas interpretados pela “Blondie” Sharin Foo, suficientes para levar uma multidão frenética para a frente do palco. Ao fim de uma hora de espectáculo, e de um encore de três minutos, apetece dizer que soube a pouco…
Dois reparos à organização do Theatro Circo:
1) como é possível no momento da compra dos bilhetes ser informado que os lugares são marcados e no dia do espectáculo ser informado de que as pessoas podiam escolher o lugar que entendessem?
2) será correcto permitir a algumas pessoas ir para a frente do palco dançar, quando a maioria continua sentada e, consequentemente, sem poder continuar a visualizar o que se passa no palco?
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Onde vai parar esta Educação?
Lista de erros detectados: exeço; resseber; anus anteriores; curajem; cumércio; nessecita; jestão de empresas; intistuições bancárias; kasa; impresa.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Au Revoir Simone (Theatro Circo)

A “pop inteligente” das nova-iorquinas Au Revoir Simone, formada quase exclusivamente com um único instrumento, fez-se ouvir ontem à noite no Theatro Circo. A actuação destacou essencialmente o segundo álbum da banda “The Bird of Music” lançado no presente ano. Ao longo do espectáculo, as três meninas mostraram boa disposição e glamour q.b. especialmente a mais extrovertida, Annie, que até chegou a tentar dizer em português e a partir de uma cábula, “Obrigado por terem vindo esta noite”. No final, na zona do merchandising, todas se mostraram muito simpáticas e receptivas a comunicar directamente com os seus fãs, que aproveitaram para obter autógrafos e fotografias.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Sopranos - Episódio 9 - From Where To Eternity
Um homem rico e um homem pobre fazem anos de casados no mesmo dia. Cruzam-se sempre em Madison Avenue a comprar uma prenda para a mulher. O pobre pergunta:
“O que compraste para a tua mulher?”.
O rico diz, “Comprei um anel de diamantes e um Mercedes novo”.
O pobre diz: “Por que compraste duas coisas?”. O rico responde: “Se ela não gostar do anel de diamantes, pode devolvê-lo no Mercedes e continua contente”.
O rico diz ao pobre: “Que compraste à tua mulher?”. Ele responde, “Comprei-lhe um par de chinelos e um vibrador”.
O rico questiona, “Por que compraste duas coisas?”.
O pobre responde, “Se não gostar dos chinelos, que se foda”.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Salman Rushdie – Os Filhos da Meia-Noite
Neste livro, Rushdie presenteia-nos com uma obra fantástica, cheia de pormenores sobre a história da Índia no século XX. Este livro, publicado em 1981, precedeu o famoso “Versículos Satânicos” em oito anos. Mas já aqui Rushdie deixa clara a sua tendência para abordar os costumes religiosos numa perspetiva muito crítica, irónica e até bastante mordaz. Exemplo disso é a forma como brinca com o culto das vacas sagradas e a valorização da bosta. Mas não é só o hinduísmo o alvo da crítica; há um padre católico que afirma que Jesus Cristo é azul, justificando: "o importante é evitar o preto e o branco”. O avô de Aziz, por exemplo, odeia as religiões porque ensinam a odiar.
Todo o livro é uma imensa caricatura da Índia e não é só a religião que contribui para a paródia: são os costumes, as injustiças, e até o sofrimento de milhões; são mais de quatrocentas páginas de humor negro e sarcástico. Outro exemplo significativo é o costume dos velhos de Bombaim cujo passatempo favorito era cuspir para uma escarradeira a vários metros de distância, enquanto as crianças se divertem passando entre os jatos de expetoração, evitando ser atingidos por elas.
O poder político é outro grande alvo. Os FILHOS DA MEIA NOITE são, afinal, os filhos da Índia livre que Indira Gandhi condenou. De facto, a senhora Gandhi (que governou a Índia de 1966 a 1977 e de 1980 a 1984) é o principal alvo de Rushdie.
Quanto ao herói do livro, Saleem Sinai, não passa de um menino-prodígio tornado vítima da própria Índia e de um conjunto de conflitos totalmente insanos. As guerras com o Paquistão, a Guerra do Bangladesh e os conflitos com a China fazem com que a vida de Sinai nada tenha de autónomo, de individual; tudo se passa como se ele não tivesse vida própria e fosse levado por uma enxurrada de acontecimentos trágicos, de tal forma que a vida não passa de isso mesmo: uma sucessão de desgraças e misérias.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Josh Rouse (Theatro Circo)

Domesticated Lovers Never Know They’ll Will Find… Assim começou o espectáculo de ontem à noite. Ao longo de apenas 70 minutos debitou 16 temas, que considerou “our best songs”, divididos pelos seus últimos quatro álbuns, ignorando assim “Dressed Up Like Nebraska”, “Home” e “Under Cold Blue Stars”.
Para mim, Rouse limitou-se à incumbência que o trouxe cá, esteve indiferente e pouco comunicativo com o público e parecia que estava cheio de pressa. No entanto, na parte final do concerto, conseguiu empolgar a assistência quando ao interpretar uma versão longa de Love Vibration chamou o público para a frente do palco, iniciativa a que este prontamente aderiu, e levantou toda a gente das cadeiras. O único encore veio logo de seguida com It’s The Nighttime e Why Won’t You Tell Me What.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Míseros profs...
Na minha área disciplinar, Contabilidade e Administração, cometeu-se a proeza de a associar à área de Economia, o que possibilitou a professores desta área, muitos dos quais com formação em Direito, a leccionação de Contabilidade! O mesmo ocorreu noutras áreas e tudo devido à sovinice dos responsáveis pela educação em Portugal.
Além disso, a actividade docente deixou de ter como principal finalidade ensinar, que foi o que me levou ao ensino. Hoje um professor tem, sobretudo, de fazer relatórios, de elaborar e estudar projectos e desempenhar “cargos”. Enfim, quase tudo menos dar aulas…
sábado, 24 de novembro de 2007
Slimmy (Fnac Braga Parque)

A primeira semana após a abertura da FNAC Braga Parque já me permitiu assistir ao vivo às actuações de A Jugsaw, Blind Zero e na última quarta-feira (22h) Slimmy.
Slimmy fez uma apresentação do seu álbum de estreia (dos 11 temas tocou 9) e ainda interpretou mais 3 temas: Sex & Love, Missile e Game Over. A sala da FNAC tornou-se demasiado pequena para a multidão que delirou com um espectáculo que, apesar de curto, mostrou um Slimmy em forma e a justificar o êxito que tem tido além-fronteiras. Apesar da sonoridade não ser inovadora, as suas canções facilmente ficam no ouvido e as suas referências marcadamente sexuais entusiasmam o público feminino, premiado com dois encores, o último dos quais com a repetição do single Beat Sound Loverboy.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Roger Federer, O Magnífico

Para quem ainda tinha dúvidas, o último fim-de-semana confirmou: Roger Federer é bom demais para a sua geração e é, provavelmente, o melhor tenista de todos os tempos. Venceu mais uma Masters Cup, derrotando quatro jogadores do top ten e, aos 26 anos, o seu currículo desportivo já está muito próximo do de Pete Sampras e muito possivelmente o superará a muito curto prazo.
O seu jogo é impressionante, não tem pontos fracos, os adversários não necessitam de perder muito tempo a montar uma estratégia para o defrontar, pois esta não existe. O próprio Rafael Nadal confirmou este facto ao dizer a David Ferrer (finalista no último domingo perante Federer) que não havia nada que ele pudesse fazer para derrotar o número um.
A grandiosidade de Federer também se manifesta fora dos courts: quando foi derrotado por Fernando Gonzalez no primeiro jogo desta edição da Masters Cup, soube elogiar o adversário e reconhecer que foi superado, qualidade digna de um campeão. A maior parte dos jogadores, quando perde arranja logo uma desculpa, ao invés de valorizar o jogo do oponente, facto que até eu constato quando jogo no meu clube.
A não perder pelos portugueses que adoram ténis é a sua exibição no Estoril Open 2008 (14 a 20 de Abril), apesar de a tarefa de arranjar ingressos para os seus jogos não se mostrar muito facilitada…
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Quem pára o MP3?
Facto nº 2: A geração mp3 não compra cds originais, pois facilmente efectuam o seu download da net.
Consequência: a indústria discográfica está a morrer (os Radiohead confirmam).
Quem são os principais responsáveis: as editoras ou os consumidores? Eu alinho na primeira opção. E qual é a resposta da indústria fonográfica?
A indústria fonográfica avisa que os MP3 transmitem doenças: a batalha contra a pirataria musical conhece novos desenvolvimentos com a revelação alarmante de que os ficheiros MP3 são portadores de inúmeras doenças facilmente transmissíveis a quem com eles contactar. Esta revelação vem no seguimento da notícia amplamente divulgada que alertava todos os que recorrem ao download ilegal de música para a possibilidade de serem investigados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica e receberem em casa uma carta solicitando o pagamento de multas até 5000 euros, notícia essa que ensinou aos portugueses que:
- a indústria fonográfica é uma instituição policial reconhecida em Portugal e autorizada a conduzir investigações e passar multas;
- o download de mp3 é punido com o dobro da multa máxima por conduzir alcoolizado.
Segundo Edward Teach, representante em Portugal dos cruzados internacionais contra a pirataria, "os MP3 podem transmitir doenças como a SIDA, a gripe das aves, a lepra, a peste bubónica ou o ébola bem como maleitas menores como a impotência, a calvície, a frigidez, a celulite e a tendência obsessiva para ouvir música dos Delfins e do André Sardet". Enfim, ...
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
J. M. Coetzee - No Coração Desta Terra
“Será que, afinal, eu não sou prisioneira da casa solitária e do deserto de pedra mas sim deste meu monólogo empedernido?” Magda é uma mulher só. Todo o livro é o seu monólogo da solidão. O pai casou com uma mulher jovem; a mãe morrera quando ela era criança. Hendrik, o criado que irá ser também um dos seus algozes, casou com uma mulher jovem, talvez ainda criança, que comprara ao pai por 5 notas e 5 cabras.
Neste livro pode sentir-se todo o desencanto de Coetzee para com o seu próprio país; todos, tanto os descendentes de colonos como os negros, dependem da terra, mas o trabalho e a vida são sempre solitários.
A escrita de Coetzee é de uma força brutal. A narradora, Magda, conta-nos os seus pensamentos de uma forma muito dura, violenta mesmo. Ela odeia-se, odeia tudo, odeia todos. É uma mulher feia e abandonada. Sonha matar o pai e a madrasta com requintes de malvadez; talvez seja o ódio que a faz viver.
Só a jovem mulher de Hendrik, Anna, trata a protagonista pelo nome. Afinal de contas, as mulheres são companheiras na desgraça. É também por Anna que Magda sente alguma ternura; o único resquício de amor que sentirá em toda a vida.
O sexo surge na narrativa como uma arma de submissão ao poder masculino; nada mais do que submissão e poder. Lágrimas e sofrimento. “Será que isto faz de mim uma mulher?”, pergunta Magda depois de ser violada.
Este livro foi escrito em 1977. Há 30 anos. No entanto, demonstra a mesma qualidade literária dos seus livros mais recentes, especialmente "Desgraça", publicado em 1999. Este é um dos aspectos que define um escritor genial: ele não precisa de experiência para atingir a genialidade.
E já neste seu primeiro sucesso literário estão patentes os traços fundamentais da sua obra: a solidão, a pobreza e o desencanto pelos dramas humanos do seu país, a África do Sul.


















