sábado, 26 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Pensamento do Dia
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Óscares 2010

Actualmente os Óscares já não têm os mesmos segredos que tinham quando havia um canal público que exibia apenas o “compacto” da cerimónia no dia a seguir e os filmes candidatos, ainda não tinham estreado em Portugal. A globalização, trazida pela internet e pela televisão por cabo, tornaram impossível chegarmos aos Óscares sem conhecermos tudo o que diz respeito a filmes e actores / actrizes nomeados.
Premissa essencial na elaboração desta seriação dos 10 filmes nomeados: um filme preferencialmente deve abrir os olhos dos espectadores para a realidade do nosso mundo e não distrair-se com a utopia de outro planeta.
1. Inglourious Basterds
Filme sobre a 2ª Guerra mundial, que distorce a realidade mas contém diálogos magistrais e um excelente argumento. Um dos melhores filmes de Tarantino pós Pulp Fiction, com um conjunto de actores bastante heterogéneo onde indubitavelmente o destaque vai para Christoph Waltz (a cena inicial do filme é de antologia). Curiosa a incursão pelas referências cinéfilas ao longo do filme que conclui com uma cena fantástica na Premiere de um filme de propaganda nazi “O Orgulho da Nação” (olá Cinema Paraíso). Humor negro e inteligência superior. Daqui a alguns anos 2009 vai ficar recordado como o ano de Inglourious Basterds e não de outro filme qualquer…
2. Precious
História comovente, cruel e dramática de uma teenager obesa sonhadora afro-americana grávida do segundo filho e obrigada a frequentar uma escola especial e que é rejeitada pela mãe devido ao padrasto a trocar pela filha. Realismo e humanismo apenas criticados pela comunidade negra norte-americana. O desempenho de Gabourey Sidibe e Mo’nique justificam o respectivo Óscar. Curiosa e eficaz a participação de Mariah Carey e de Lenny Kravitz!!! Pena a exagerada associação do nome Oprah a este filme, tendo em conta o que realmente ela terá feito por ele.
3. An Education
Uma das surpresas do ano. Produção inglesa de baixo orçamento, com uma história simples mas com um trunfo: Carey Mulligan. Esta jovem inglesa de 24 anos tem um desempenho notável e é a única concorrente à altura de Gabourey Sidibe. A mensagem principal do filme centra-se no papel da educação, que nunca deve ser desprezada e que é fundamental para ter uma vida mais digna e agradável. Para fãs de cinema clássico…
4. Up In The Air (Nas Nuvens)
O início do filme, com diversos funcionários a reagirem ao seu despedimento é deslumbrante. Comédia dramática hilariante e inteligente, retrato da evolução tecnológica e da globalização, conta com um desempenho inesquecível do “clássico” George Clooney bem apoiado por Vera Farmiga e Anna Kendrick. Curiosa (e esperada) a cena da visita de Ryan (Clooney) à casa de Alex (Farmiga). O que fica do filme é essencialmente uma história subtil de solidão.
5. The Blind Side (Um Sonho Possível)
Tal como Precious, também se baseia na história (neste caso verídica) de um jovem obeso afro-americano com graves problemas familiares, conhecido por “Big Mike”. Ideia a reter: há boas pessoas neste mundo…, confirmada com o discurso da vencedora do Óscar de melhor actriz, Sandra Bullock: “Não há raça, religião, classe social ou orientação sexual que nos faça ser melhor do que outra pessoa.”
6. Avatar
Filme mais caro e com maiores receitas da história do cinema, usa a tecnologia mais avançada, por isso é revolucionário mas também poderoso e deslumbrante. Essencialmente é um belo entretenimento. A mensagem deste blockbuster centra-se na natureza, na paz e na tolerância dos povos de diferentes culturas. No entanto, a história é previsível e a sua visualização por vezes assemelha-se a um jogo de computador. Não admira que Hollywood não o tenha premiado. Pelo que referi inicialmente vale a pena ver, ainda por cima com a mais-valia que é o 3D.
7. The Hurt Locker (Estado de Guerra)
Filme sobrevalorizado, talvez devido à relação dos norte-americanos com o Iraque. Tenho de concordar que a realização é muito boa, tem um realismo impressionante, é excelente a criar momentos de tensão e é o melhor filme sobre a guerra do Iraque que já vi. Para a história vai ficar mais uma injustiça na atribuição de Óscares…
8. Up (Altamente!)
Filme de qualidade técnica irrepreensível, com um início comovente, que agarra o espectador até ao fim. Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos, vai, finalmente, realizar o sonho da sua vida, uma grande aventura, quando prende milhares de balões à sua casa e consegue voar à descoberta da América do Sul, tudo em homenagem à sua companheira de sempre, Ellie. É impossível não adorar. Difícil a sua comparação com os restantes filmes da lista.
9. A Serious Man (Um Homem Sério)
Apesar de ser admirador do trabalho dos irmãos Coen (por exemplo, Fargo, Blood Simple, The Man Who Wasn’t There e No Country For Old Man), este filme desiludiu-me e bastante. Porque ironiza demasiado o sentido da vida, porque retrata uma comunidade judaica, com regras muito próprias e pouco convencionais, porque a religião comanda a vida e dá demasiado conforto às personagens e porque os actores não surpreendem. Não recomendo.
10. District 9
Ficção científica em formato documentário, com um final decepcionante, a prometer sequelas. Poucas coisas que valem a pena: a nave espacial e os aliens…
De entre os filmes que vi recentemente, destaco 10 com menção bastante positiva:
Alice In Wonderland (do exuberante e excelente Tim Burton);
Dorian Gray (desconcertante, baseado na obra de Oscar Wilde);
White Ribbon - O Laço Branço (magnífico);
The Last Station (sobre Lev Tolstoi);
Un Prophet (filme francês, violento e realista);
Bright Star (o regresso de Jane Campion);
My Sister’s Keeper (retrato da vida de uma menina com leucemia);
Coco Before Chanel (biopic de Coco Chanel);
A Single Man (Colin Firth no seu melhor);
The Messenger (drama romântico).
terça-feira, 16 de março de 2010
Yo La Tengo (Casa da Música, 15 de Março)
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Concerto memorável da banda do casal Kaplan e Hubley, numa sala Suggia com excelentes condições mas não completamente cheia. O destaque foi para temas do mais recente álbum Popular Songs, como Here To Fall, If It’s True, Periodically Double Or Triple (soberbo) e Nothing To Hide, mas os Yo La Tengo possuem um repertório tão vasto e diversificado, patente em 12 álbums de originais, gravados ao longo dos últimos 26 anos, que era inevitável ouvir algumas pérolas mais esquecidas. Desta forma, houve uma variação constante, entre temas mais enérgicos, alimentados pela guitarra nervosa de Kaplan, que dificilmente seguravam a assistência nas cadeiras e o recurso ao som mais acústico e à voz doce de Hubley. Momento zen da noite: último tema antes dos dois encores – Little Honda – com uma duração aproximada de 15 minutos, incluindo 8 minutos de pura distorção que levou à loucura alguns dos espectadores.
(Foto: iPhone - a 15 m do palco)
quarta-feira, 10 de março de 2010
A Professora Universitária
Um engraçadinho chamado Artur que estava sentado no fundo da sala, perguntou com aquele velho ar de cinismo: "- De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por actividade sexual?"
A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
"- Isso não é um motivo justificado." - e continuou serenamente - "Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... ou se não se puder sentar, pode responder de pé. "
segunda-feira, 8 de março de 2010
Live Fast, Die Young
Para recordar os Sparklehorse, fica uma amostra do seu melhor álbum, It’s A Wonderful Life (2001), Comfort Me.
domingo, 7 de março de 2010
Bragança - Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais aka Cubo Branco foi inaugurado em 30 de Junho de 2008 e é um projecto do arquitecto Souto Moura. Este espaço cultural moderno é o primeiro do género no Nordeste Transmontano e a sua principal dinamizadora é a pintora da região Graça Morais. Vale a pena visitar…
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Os Coristas
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Ainda não me cansei de ver o filme Os Coristas (2004) de Christophe Barratier. Recentemente, apenas O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, no panorama do cinema francês actual, me despertou semelhante magia.
Trata-se de uma história bem estruturada, que conjuga a leveza da simplicidade com a pura essência do que é belo. Verdadeiro na essência das relações humanas, cativa-nos desde o seu inicio, quando o famoso maestro Pierre Morhange encontra-se em Nova Iorque para um concerto quando recebe a notícia da morte da sua mãe. De imediato regressa a França e encontra um antigo colega (Pépinot) do colégio interno (Fundo do Pântano), onde a mãe o colocara, incapaz de tomar conta dele. Pépinot entrega-lhe os diários de Clément Mathieu, o professor de música. Morhange recorda-se então do papel que esse homem, que entretanto esquecera, teve na sua vida.
Assim, a maior parte do filme passa-se em França, no pós-guerra (1949), e relata a experiência do tal professor, que foi contratado para substituir um colega que foi agredido por um aluno com uma tesoura. Inicialmente, a sua boa vontade parece impossível de concretizar devido à metodologia educacional do director Rachin, homem duro e cruel, cujo lema principal é “acção – reacção”. O sucesso só começa a aparecer quando familiariza as crianças com a magia do canto e assim consegue transformar as suas vidas (com excepção da vida de Mondain, claro).
Uma palavra final para a entrevista incluída no DVD ao personagem Boniface e para a banda sonora que é simplesmente apaixonante.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A Jigsaw (FNAC, Braga, 07-02-2010)

Segunda visita à FNAC de Braga da banda de Coimbra A Jigsaw. Da primeira vez, promoviam o álbum de estreia Letters From The Boatman; agora o esperado segundo disco Like The Wolf. Country, Folk e Blues do melhor que se faz em Portugal, esta amostra revela que o disco deve ser verdadeiramente viciante. O principal destaque para esta curta apresentação foi o tema-título do trabalho e Red Pony. A seguir com atenção em 2010…
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
As Minhas Melhores Leituras de 2009
1. Jø Nesbo - O Pássaro de Peito Vermelho
2. José Rodrigues dos Santos - A Vida Num Sopro
3. Pepetela - Jaime Bunda
4. Haruki Murakami - Dança, Dança, Dança
5. George Orwell - 1984
6. Mo Yan - Peito Grande, Ancas Largas
7. Somerset W. Maugham - Servidão Humana
8. Gonçalo M. Tavares - Jerusálem
9. António Garrido - A Escriba
10. Angela Lambert - A Vida Privada de Eva Braun
11. Stieg Larsson - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
12. Stieg Larsson - A Rainha no Palácio das Correntes de Ar
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Concertos Memoráveis
E a lista com os concertos mais memoráveis a que assisti nos últimos anos é a seguinte:
1) Arcade Fire (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)
2) Belle & Sebastian (Coliseu dos Recreios, Lisboa, 17
de Julho de 2006)
4) Bauhaus (Coliseu do Porto, 17 de Fevereiro de 2006)
5) The Pixies (Paredes de Coura, 17 de Agosto de 2005)
6) Tindersticks (Coliseu do Porto, 19 de Outubro de 2003)
7) Morrissey (Paredes de Coura, 15 de Agosto de 2006)
8) Lamb (Coliseu do Porto, 14 de Março de 2002)
9) Micah P. Hinson (Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão,
15 de Fevereiro de 2006)
10) Placebo (Coliseu do Porto, 5 de Março de 2003)
(Fotos: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
sábado, 19 de dezembro de 2009
The Legendary Tigerman (FNAC Braga)
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A apresentação do melhor álbum português de 2009, decorreu sem a presença de qualquer das vozes femininas que participam em Femina. Tigerman, que se apresentou “surdo do ouvido esquerdo e de nariz entupido”, além dos temas mais esperados, como Life Ain’t Enough For You, These Boots Are Made For Walkin’ e True Love Will Find You In The End, ainda apresentou um brinde (Route 66 de Masquerade), após questionar a audiência sobre qual a melhor estrada para andar de carro.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Paris - Dezembro de 2009


Paris é um destino maravilhoso para quem adora a arte em todas as suas formas, desde arquitectura, pintura, escultura, etc... Tudo é enorme, tudo tem história, tudo é mágico... Imaginem-se a andar pelas ruas de uma cidade que transpira história, onde não existe um prédio, um monumento, que não se olhe e não se imagine o que se poderá ter passado naquele local ao longo de séculos.
Notre Dame, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Centre Pompidou, Pantheon, Museu d’Orsay, Louvre e Cluny, Dôme, Grand Palays, Moulin Rouge, Les Deux Magots, Pont-Neuf, Obelisco, Torre Montparnasse, Hotel de Ville, Jardim de Tuileries, Places de Vosges, Bastille, La Concorde e Vendôme, Opéra, Olympia, Galerias Au Printemps, Lafayette e Forum Les Halles, Champs-Elysées, Boulevard St Germain
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Direitos Humanos no Afeganistão!…
A repórter Sara Gonçalves, da TV Globo, quando esteve no Qatar, há 10 anos, notou que as mulheres caminhavam sempre um metro atrás dos seus maridos.
Quando, recentemente, lá regressou, observou que elas tinham passado a caminhar pelo menos 5 metros à frente deles.Interessadíssima nessa mudança de comportamento, a jornalista imaginou que tal mudança de costumes deveria significar uma grande vitória feminina.
Aproximou-se de uma das mulheres e disse, deslumbrada:
-"Amiiiga! Que maravilhaaaaaaa! O que aconteceu aqui que fez com que se extinguisse aquele costume absurdo de a mulher caminhar atrás dos maridos e que, agora, caminhem gloriosamente à frente deles?"
E a mulher afegã respondeu:
- "Minas terrestres!..."
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Mais sons de Outono…
1 • Florence And The Machine - Dog Days Are Over
2 • Empire Of The Sun - We Are The People
3 • The XX - Crystalised
4 • The Temper Trap - Sweet Disposition
5 • Metro Station - Shake It
6 • Muse - Uprising
7 • Glasvegas - Daddy's Gone
8 • Yeah Yeah Yeahs - Zero
9 • Arctic Monkeys - Crying Lightning
10 • Friendly Fires - Paris
11 • Bat For Lashes - Daniel
12 • Kings Of Leon - Use Somebody
13 • Manchester Orchestra - I've Got Friends
14 • Metric - Help I'm Alive
15 • Silversun Pickups - Panic Switch
16 • Scarlett Johansson & Pete Yorn - Relator
17 • Bombay Bicycle Club - Always Like This
18 • The Maccabees - No Kind Words
19 • Peter Bjorn & John - Nothing To Worry About
20 • Animal Collective - Summertime Clothes
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Richard Yates – Revolutionary Road
Este é um livro sobre liberdade, sobre projetos adiados mas que iluminam uma vida. April e Frank queriam remar contra a maré; sonharam com uma vida diferente; fugir ao tédio da mediania; fugir à miserável condição de sonhadores adiados, de membros da colmeia onde todos seguem os mesmos padrões, onde todos se olham como rivais mas sempre membros da mesma “carneirada”. Frank e April sonharam ser diferentes; sonharam ser felizes; talvez não tenham conseguido. Mas sonharam. E portanto, viveram.
Publicado pela primeira vez em 1961 este livro é uma das sátiras mais assertivas que até hoje li sobre a sociedade norte-americana, tal como ela foi formada pelo neoliberalismo triunfante no período após a segunda guerra mundial.
Em causa está um modelo de vida que privilegia o formalismo burguês da classe média e o materialismo capitalista disfarçado numa redoma de moralismo conservador tipicamente americano. Na verdade o autor parece ter como alvo principal esse conjunto de ideias conservadoras e moralistas que apenas fornecem uma imagem artificial da vida.
Frank, empregado num escritório que já arruinara todos os sonhos do pai, é o primeiro a dar-se conta de como a América caminha para a loucura, produzindo cidadãos totalmente alienados, envolvidos num conceito de normalidade avassalador que não permite desvios. Ou seja, que não oferece qualquer margem de liberdade. É a América esquizofrénica, pátria privilegiada da psiquiatria.
Este olhar triste e revoltado percorre quase todo o livro; mau grado o título que promete um certo tom de esperança, a verdade é que não há esperança nem redenção. John, considerado louco, internado num hospício, é o único que concorda com Frank quando este afirma que “este país é um vazio sem esperança”. Contra este modo de pensar, John recebe intensos tratamentos com choques elétricos.
Em suma, trata-se de um livro de leitura muito fácil e agradável embora com um enredo algo sombrio.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Sons para o Outono
- The XX - XX
- Arctic Monkeys - Humbug
- Margot & The Nuclear So And So's - Animal! / Not Animal
- Passion Pit - Manners
- Florence & The Machine - Lungs
- The Big Pink - A Brief History About Love
- Bombay Bicycle Club - I Had The Blues...
- Silversun Pickups - Swoon
- The Raveonettes - In And Out Of Control
- Muse - The Resistance
- Manchester Orchestra - Everything To Nothing
- Bat For Lashes - Two Suns
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Pensamento do Dia
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão».
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sweet Holidays
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Lamb, Primal Scream e Kaiser Chiefs


Este ano tem sido excepcional no que diz respeito a festivais de música. O último a que assisti reuniu numa noite três bandas que, apesar praticarem sons diferentes, não deixam de ser assaz interessantes. Às 22 h, os Lamb iniciaram a sua performance. Não me surpreenderam, pois já os tinha visto ao vivo por duas vezes e nos últimos cinco anos não editaram qualquer trabalho discográfico. No entanto continuam musicalmente muito competentes.
A banda seguinte, Primal Scream, apresentou os seus grandes êxitos, durante pouco mais de uma hora. Muito rock & Roll. Muita energia. Difícil de resistir…
Por fim, cerca da uma da manhã, a banda que toda a gente esperava: os Kaiser Chiefs. Impressionante a forma como Ricky Wilson controla o público desde o início, debitando todos os êxitos da banda, com refrões orelhudos e altamente dançáveis, de tal forma que o mosh não faltou…
Para a semana, há mais: Franz Ferdinand, Blood Red Shoes, Patrick Wolf, Jarvis Cocker e Nine Inch Nails. Em Paredes de Coura, claro.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Curso Tecnológico de Administração - ESPL
quinta-feira, 23 de abril de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Categoria! Segurança! Emoção! Superioridade!

Mais uma noite no Estádio do Dragão, a provar que o FCP é a única equipa portuguesa a poder enfrentar qualquer conjunto europeu. Domínio absoluto na eliminatória mostraram o real valor deste FCP, que não deve ter receio das restantes sete equipas que também estão nos quartos-de-final da Champions League.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Anytime! Absolutely!
A minha última visita ao cinema fascinou-me. Há muito tempo que não via um filme que me despertasse o sentido da vida como este. A ideia base, original de F. Scott Fitzgerald, parece um pouco esquisita: a história de um homem que nasce com 80 anos mas depois vê a vida a andar ao contrário, literalmente, e morre como um bebé.
Espectacular o cruzamento de idades entre os protagonistas, Brad Pitt e Cate Blanchett e a sua caracterização.
É uma bela fábula, tecnicamente irrepreensível, drama q.b., com situações hilariantes (destaco dois momentos do filme, um primeiro momento em que B. Button afirma “Anytime!” e noutra situação responde categoricamente “Absolutely!”…)
Foram mais de duas horas e meia de puro entretenimento. Obrigatório.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Be The Vinyl!

Brincadeira da semana: o "sleeveface". É só pegar na colecção de discos de vinil, pensar e criar num cenário semelhante ao da capa do disco e dar a ilusão de continuidade entre a imagem do LP e a do nosso corpo. No exemplo, a “vítima” é uma capa do disco dos Eels – Souljacker, mas já experimentei com um álbum do Morrissey – Viva Hate e outro dos The Cure – Standing On A Beach. Adorei o resultado…
O seu sucesso deve-se essencialmente à divulgação na Internet de uma ideia extremamente simples, mas que numa aldeia global arranjou muito rapidamente adeptos. Para começar aconselho um video no YouTube: How to Sleeveface.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Os Melhores Discos do Ano 2008
10 Discos:
1 - Vampire Weekend - Vampire Weekend
2 - MGMT - Oracular Spectacular
3 - The Ting Tings - We Started Nothing
4 - Kills - Midnight Boom
5 - Portishead - Third
6 - Kings Of Leon - Only By The Night
7 - Last Shadow Puppets - Age Of The Understatement
8 - Santogold - Santogold
9 - Cat Power - Jukebox
10 - Kaiser Chiefs - Off With Their Heads
10 Canções (mais viciantes):
1 - That's Not My Name (Ting Tings)
2 - L.E.S. Artists (Santogold)
3 - Time To Pretend (MGMT)
4 - Sex On Fire (Kings Of Leon)
5 - A-Punk (Vampire Weekend)
6 - Never Miss A Beat (Kaiser Chiefs)
7 - I'm Not Going To Teach Your Boyfriend How To Dance With You (Black Kids)
8 - Mercy (Duffy)
9 - I'm Good, I'm Gone (Likke Li)
10 - Human (The Killers)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
As Minhas Melhores Leituras de 2008
1. Stieg Larsson - Os Homens que Odeiam as Mulheres
2. Haruki Murakami - Kafka À Beira-Mar
3. José Saramago - Ensaio Sobre a Cegueira
4. Pascal Mercier - Comboio Nocturno para Lisboa
5. Doris Lessing - O Sonho Mais Doce
6. Thomas Mann - Os Buddenbrook
7. Lars Saabye Christensen - Beatles
8. Markus Zusak - A Rapariga Que Roubava Livros
9. Amoz Oz - Uma História de Amor e Trevas
10. Herman Melville - Moby Dick
11. Asne Seierstad - O Livreiro de Cabul
12. Charles van Doren - Breve História do Saber
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Neve, Neve, Neve...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Vocês sabem de quem é que estou a falar...
domingo, 31 de agosto de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Novak Djokovic – Macaquinho de Imitação
quinta-feira, 24 de julho de 2008
The National (Guimarães, 18 de Julho)

A actuação dos The National no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, foi memorável. Energia, empenho, interacção com o público e boa disposição, caracterizaram a primeira apresentação da banda de Matt Berninger no norte do país. Ao longo de cerca de duas horas, ouviram-se temas dos quatro trabalhos da banda, com destaque evidente para os dois últimos, Alligator e Boxer. Um dos melhores espectáculos do ano.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)
domingo, 20 de julho de 2008
José Saramago – Ensaio Sobre A Cegueira
Uma humanidade inteira que escapa à sua condição de ser coletivo; apenas uns milhares, quiçá milhões de indivíduos como uma soma imensa de egoísmos. Não há solidariedade; não há como acreditar nos outros; há, isso sim, uma guerra perpetuada pela desgraça, um rumo negro chamado destino.
Cegos somos todos. Este mundo traçado por Saramago em pinceladas de escuridão não é mais que uma imensa e monstruosa metáfora da sociedade humana em que nos afundamos. Uma sociedade humana sem humanidade. Sem luz nem redenção.
Este é talvez o livro em que Saramago assume o discurso narrativo mais objetivo, mais concreto. A mensagem metafórica concilia-se de forma notável com a objetividade da escrita. Só um génio conseguiria esta síntese, esta simbiose entre a estória e a mensagem; entre o concreto e o subliminar; entre o mundo das imagens e o universo das ideias.
Mas ao longo do livro, misteriosamente, um enorme oásis de sentimento se vai abrindo, como uma grande mancha de sol: a esposa do médico, uma mãe coletiva, assume-se como o anjo protetor e traço de união entre os cegos.
Globalmente, estamos perante uma refinada crítica social; uma espécie de grito de revolta perante uma sociedade tipicamente entorpecida pelas estruturas burguesas capitalistas, que a conduziram a um individualismo extremo. A cegueira dos personagens representa a forma egoísta com que o ser humano se distancia do seu semelhante, transformando a sua própria vida numa imensa solidão.
Muito interessante e significativa, também a forma como Saramago explora o incremento da capacidade auditiva nos cegos. O poder do que se diz, das mentiras e boatos; a capacidade que o ser humano tem para acreditar e fazer acreditar em pseudoverdades que só contribuem para o desastre coletivo da sociedade em que nos encontramos mergulhados.
De uma forma geral, a película está bem feita, do ponto de vista narrativo e do ponto de vista cinematográfico, tem um leque excelente de atores, uma excelente interpretação da Juliane Moore e é fiel ao livro, no sentido de provocar no espectador (da mesma maneira que o livro sugeria ao leitor) uma multiplicidade de interrogações acerca da tão complexa desumanidade inerente à natureza humana.
sábado, 19 de julho de 2008
Peter Murphy (Gaia, 17 de Julho)

O Festival Marés Vivas 2008, em Gaia, iniciou-se com a indie pop da banda sueca Shout Out Louds, a banda que soa a The Cure. Inevitável e infelizmente o momento de destaque foi o último tema apresentado, o tema da “Optimus”, Tonight I Have To Leave It, apesar de se encontrarem pérolas bem mais interessantes nos seus dois registos discográficos.
Logo a seguir os góticos britânicos Sisters Of Mercy foram a desilusão da noite, com uma actuação monótona e por demasiadas vezes imperceptível.
Finalmente, o senhor Bauhaus, Peter Murphy, que com uma sólida carreira a solo de oito discos em nome próprio, mostrou que continua em grande forma. Enérgico e com uma voz irrepreensível, deu um grande espectáculo, encerrado em apoteose com um encore que incluiu Marlene Dietrich’s Favourite Poem, She’s In Parties e She Cuts You Up.
(Foto: Sony Cyber-Shot DSC-P200)


























