1. Two Feet - Maria
2. Baxter Dury - I'm Not Your Dog
3. Haelos - Pray
“A morte existe, não como o oposto da vida mas como parte dela” (página 40)
“Chernobyl” é uma minissérie épica da HBO em cinco partes que dramatiza os
acontecimentos do acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido a 26 de
abril de 1986, que dispersou uma nuvem radioativa pela Europa, contado pelas
histórias das pessoas que fizeram sacrifícios incríveis para salvar a Europa de
um desastre inimaginável.
Trata-se de um quadro implacável do pior acidente da história nuclear civil
e reproduz o ambiente na antiga URSS, que tentou ocultar o incidente durante
várias semanas, antes de resolver evacuar a zona, ainda inabitável mais de 30
anos depois.
O personagem principal é o diretor adjunto do maior centro de pesquisas da
URSS. A série concentra-se no heroísmo das personagens comuns, mas os altos
dirigentes soviéticos, começando pelo líder da época Mikhail Gorbachev, são
retratados como sendo carentes de valores e mentirosos.
Assistir à série é ficar com um nó na garganta do início ao fim, não só
porque temos a sensação de estarmos diante de algo nunca antes visto em
televisão, como também porque nos relembramos que a história contada foi
inspirada em factos verídicos. Por vezes até parece que estamos a apanhar com a
radiação…
As consequências de Chernobyl foram catastróficas, entre várias mortes, deformações humanas e o completo abandono da cidade de Pripyat, na Ucrânia, perto de Chernobyl, atualmente uma cidade fantasma. As partículas radioativas continuam presentes no local, e quem visita a zona sem permissão é condenado a pena de prisão.
O vídeo de apresentação do tema “Life Is Golden” incluído no álbum
de 2018 da banda britânica Suede, The Blue Hour, foi totalmente filmado
em Pripyat.
Curiosa teoria económica anunciada nos Estados Unidos. O tipo chama-se Robert Stiglitz. É analista e empresário. Em Junho de 2008, quando a Administração Bush estudava o lançamento de um projeto de ajuda à economia americana, este economista escrevia na sua crónica mensal um comentário com muito humor:
Este é um livro triste mas profundamente poético. Um verdadeiro tratado sobre a amizade, como afirmou Inês Pedrosa. A prosa de Márai é construída sobre um discurso tranquilo, melódico, profundo. Sem dúvida uma escrita sentida e sofrida.
Durante a Segunda Guerra Mundial, num velho castelo da Hungria, um antigo general de 73 anos, Henrik, espera Konrad para com ele ter uma última conversa. Konrad havia sido mais que o seu melhor amigo. Tinha sido um autêntico irmão até ao momento em que, 41 anos antes, algo dramático os separou. Um grande e terrível segredo ia agora ser enfrentado pelos dois. Todo o valor da sua intensa amizade e todo o significado do intenso amor por Krisztina seriam agora sopesados nesta derradeira batalha que os dois enfrentarão.A tragédia de Henrik levara-o ao imobilismo; uma inação que é uma espécie de morte em vida. Essa espera, esse nada-fazer, essa morte voluntária, talvez seja a tragédia maior para o ser humano. É uma recusa total da vida, como se depois da tragédia nada mais valesse a pena. Talvez a razão maior da infelicidade humana seja esta incapacidade em prosseguir os caminhos da vida quando não se consegue compreender e aceitar aquilo a que, comodamente, chamamos destino; esta incapacidade para encarar o presente, sem deixarmos que ele se sobreponha aos desaires do passado. E depois fica a procura da culpa; a busca tão inútil quanto irresistível da culpa. E é a vida que fica, inexoravelmente, para trás.
Henrik interrompeu a sua vida aos 32 anos e esperou mais 41 para terminar esse julgamento; e, no final, não culpou Konrad nem Krisztina; culpou o destino. Quarenta e um anos depois, Henrik procura apenas lavar a verdade com palavras; com a catarse da memória. Perante Konrad, resta-lhe enfrentar a memória. Mas nada apagará 41 anos de solidão, que é uma espécie de morte.
"Ensinarás a voar,
Mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar,
Mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver,
Mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar,
Mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar,
Mas não pensarão como tu.
Porém saberás que cada vez que voarem,
Sonharem, viverem, cantarem e pensarem
Estará lá a semente do caminho ensinado e aprendido!"
Madre Teresa de Calcutá
Ao fim de dois anos de trabalho
intenso, espero ter contribuído para que todos sejam um pouco mais conscientes
do mundo que os aguarda. Não se esqueçam que as dificuldades são como as
montanhas, pois só se aplainam quando avançamos sobre elas.
É o convívio com alunos assim que
faz desta profissão de Professor algo de maravilhoso e único.
Desejo a todos as maiores
felicidades e que o futuro vos sorria.
Até sempre,
CCB
Ontem faleceu um dos meus escritores contemporâneos
favoritos, Philip Roth (outros são, por exemplo, o também norte-americano Paul
Auster, os britânicos David Lodge e Ian McEwan e o japonês Haruki Murakami).
Philip Roth morreu aos 85 anos, publicou mais de 30 obras, a
maioria publicada em Portugal, sendo os temas recorrentes essencialmente a
cultura na América, o sexo, o anti-semitismo, a morte e a luxúria. A título de
exemplo, AQUI podem ler a minha opinião sobre três das suas obras.